Lula diz que conversa com Trump não terá foco em Maduro e defende saída democrática na Venezuela
Presidente afirma que reunião prevista para a primeira semana de março, na Casa Branca, deve priorizar o fortalecimento das instituições e condições para retorno seguro de venezuelanos.
05/02/2026 às 12:57por Redação Plox
05/02/2026 às 12:57
— por Redação Plox
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Em entrevista concedida nesta quinta-feira (5) ao portal UOL, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a situação do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro não será o foco central da conversa que terá com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em março, na Casa Branca, em Washington.
Planalto planeja encontro entre Lula e Trump em março
Foto: Reprodução
Democracia na Venezuela está no centro da pauta
Lula destacou que a principal preocupação do governo brasileiro é discutir caminhos para o fortalecimento das instituições democráticas na Venezuela e para a criação de condições que permitam o retorno em segurança dos venezuelanos que deixaram o país nos últimos anos.
O presidente mencionou que, além da questão institucional, a situação humanitária pesa nas tratativas, já que milhões de pessoas deixaram o território venezuelano. Nesse contexto, Lula busca articular, com apoio de Washington, alternativas para que a população possa participar de forma mais ampla da vida política em seu país.
Essa não é a preocupação principal [liberdade de Maduro]. A preocupação principal é a seguinte: há possibilidade de a gente fortalecer a democracia na Venezuela? E o povo da Venezuela, 8 milhões e 400 mil pessoas que estão fora, a voltar para a Venezuela? Há condições de fazer com que a democracia seja efetivamente respeitada na Venezuela e o povo possa participar ativamente?
Lula, em entrevista ao portal UOL
Lula relata sugestão feita a Trump
Durante a entrevista, o presidente disse ter sugerido a Donald Trump que os próprios venezuelanos definam o futuro político do país. A avaliação no Planalto é que uma saída duradoura para a crise passa pela realização de processos democráticos reconhecidos interna e externamente.
Segundo Lula, a expectativa é de que o encontro com o presidente norte-americano ocorra na primeira semana de março, na Casa Branca. A reunião em Washington é tratada pelo governo brasileiro como oportunidade para discutir não apenas a crise venezuelana, mas também temas mais amplos das relações bilaterais e da agenda regional.