Prefeitura de Marliéria embarga obras da Ponte Queimada por irregularidades técnicas
Fiscalizações identificaram madeira fora das especificações, tratamento inadequado e problemas em fixações e guarda-corpos; obra só volta após correções e nova avaliação técnica
05/02/2026 às 07:24por Redação Plox
05/02/2026 às 07:24
— por Redação Plox
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Após sucessivas fiscalizações apontarem problemas graves na reforma da Ponte Queimada, a Prefeitura de Marliéria determinou o embargo imediato da obra. Segundo o município, as irregularidades identificadas comprometem a segurança e a durabilidade da estrutura, e a empresa responsável, notificada nesta terça-feira (04), ainda não recebeu nenhum pagamento pelos serviços executados até o momento.
O tratamento aplicado ao material também foi considerado inadequado, por ter sido feito de forma manual com uma substância oleosa semelhante a óleo queimado e betume, prática que contraria normas técnicas e ainda pode provocar danos ambientais.
Foto: Divulgação
Relatórios apontam uso de madeira fora das especificações
Relatórios técnicos de vistorias realizadas nos dias 1º, 12 e 18 de dezembro de 2025 identificaram o uso de madeira fora das especificações do projeto, com dormentes apresentando rachaduras severas e sistemas de fixação comprometidos. O tratamento aplicado ao material também foi considerado inadequado, por ter sido feito de forma manual com uma substância oleosa semelhante a óleo queimado e betume, prática que contraria normas técnicas e ainda pode provocar danos ambientais.
Durante as inspeções, fiscais constataram falhas graves nos sistemas de fixação, incluindo pregos soltos, rebaixos irregulares e guarda-corpos instalados sem soldagem e ancoragem adequadas. Mesmo após notificações anteriores, a empresa não apresentou laudos técnicos ou certificações que comprovassem a qualidade da madeira utilizada nem a eficácia do tratamento aplicado.
O tratamento aplicado ao material também foi considerado inadequado, por ter sido feito de forma manual com uma substância oleosa semelhante a óleo queimado e betume, prática que contraria normas técnicas e ainda pode provocar danos ambientais.
Foto: Divulgação
Obra fica parada até correção total das irregularidades
Com a suspensão dos trabalhos, a contratada deverá retirar imediatamente materiais e equipe do local. A retomada da intervenção só será autorizada após a correção de todas as irregularidades e uma nova avaliação técnica por parte do poder público. Caso os materiais irregulares não sejam substituídos ou removidos, a Prefeitura poderá recorrer à Justiça para buscar o ressarcimento de eventuais prejuízos.
A administração municipal reforçou que não haverá tolerância com serviços fora do padrão, destacando o compromisso com a correta aplicação dos recursos públicos e com a segurança da população. O relatório técnico foi encaminhado ao Controle Interno e ao setor Jurídico do município, que devem adotar as providências cabíveis a partir das constatações feitas nas vistorias.