Estudante de medicina é investigado pela PF por vender “canetas emagrecedoras”
Operação Esculápio cumpriu mandado de busca e apreensão em Almirante Tamandaré, na Grande Curitiba, para apurar comercialização sem registro na Anvisa e sem prescrição médica
05/02/2026 às 10:36por Redação Plox
05/02/2026 às 10:36
— por Redação Plox
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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (5/2), uma operação contra a comercialização clandestina de medicamentos para emagrecimento anunciados na internet e em redes sociais, sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e sem prescrição médica. O principal alvo é uma estudante de medicina.
Os investigadores alertam que a compra de medicamentos por meio informal representa sério risco à saúde
Foto: PF/Divulgação
Mandado cumprido na região metropolitana de Curitiba
A ação, batizada de Operação Esculápio, cumpriu mandado de busca e apreensão em um imóvel em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, por determinação da 9ª Vara Federal da capital paranaense.
De acordo com a investigação, o caso começou a ser apurado após uma denúncia anônima apontar a oferta de medicamentos de uso controlado, importados de forma irregular e divulgados principalmente em ambientes virtuais.
Estudante de medicina é apontada como principal investigada
Durante as diligências, a PF identificou que a principal investigada é estudante de medicina no Paraguai e estaria usando esse vínculo com a área da saúde para dar aparência de credibilidade à venda dos produtos.
Entre os medicamentos comercializados estariam as chamadas “canetas emagrecedoras”, substâncias originalmente indicadas para o tratamento de diabetes tipo 2, mas que vêm sendo amplamente utilizadas de forma irregular para fins estéticos e para a perda rápida de peso.
Crimes sob apuração e penas previstas
Segundo a Polícia Federal, há indícios de importação, armazenamento e venda de medicamentos sem autorização do órgão sanitário, condutas que configuram crime. A pena pode chegar a 15 anos de reclusão.
Riscos à saúde com a compra informal
Os investigadores alertam que a compra de medicamentos por meios informais representa sério risco à saúde, já que os produtos podem ser falsificados, adulterados, transportados sem a refrigeração adequada ou conter substâncias nocivas.
A PF também reforça que o uso indiscriminado desse tipo de substância, sem avaliação médica, pode causar efeitos colaterais graves, como alterações cardíacas, problemas gastrointestinais, hipoglicemia e até risco de morte.