Operação apura mandados de prisão falsos inseridos em sistemas do CNJ e TJGO

Ação coordenada pela PCMG cumpre ordens em Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais após ataque hacker registrado em janeiro.

05/02/2026 às 10:52 por Redação Plox

BRASÍLIA – Policiais civis deflagraram, na manhã desta quinta-feira (5/2), uma operação contra um esquema de inserção de mandados de prisão falsos nos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).

Lula e Moraes foram alvos de mandados de prisão falsos inseridos em sistemas do Judiciário

Lula e Moraes foram alvos de mandados de prisão falsos inseridos em sistemas do Judiciário

Foto: Evaristo Sá / AFP


A ação é coordenada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e conta com apoio das Polícias Civis do Distrito Federal e de Goiás, além do Núcleo de Inteligência e Segurança do TJGO.

Alvos dos mandados falsos incluem Lula e Moraes

Entre os atingidos pelos mandados fraudulentos estão autoridades como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ataque hacker ocorreu em janeiro, quando o CNJ identificou a tentativa de fraude para emissão de mandados contra Lula e Moraes. A ação expôs fragilidades na segurança de sistemas do Judiciário ao permitir a inclusão de registros falsos em bancos de dados oficiais.

Mandados cumpridos em três Estados

Os alvos da operação desta quinta-feira residem em Goiás, no Distrito Federal e em Minas Gerais, o que levou ao cumprimento de mandados pelas forças policiais dessas três unidades da Federação.

A PCMG desencadeou a Operação Firewall em conjunto com o Gabinete de Segurança Institucional do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e o Núcleo de Inteligência e Segurança do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), com suporte da inteligência da Divisão de Segurança da Informação do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação do CNJ.

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