Ministro assina em Ipatinga convênio para levar programa de eficiência energética à indústria em todo o país

Acordo amplia nacionalmente o PotencializEE, com parceria entre ENBPar/Procel e SENAI e previsão de R$ 75 milhões para apoiar micro, pequenas e médias empresas

05/02/2026 às 13:14 por Redação Plox

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, assinou nesta quinta-feira (5/2), em Ipatinga (MG), durante o evento “Conexões MME”, o convênio que leva a todo o país o Programa Investimentos Transformadores de Eficiência Energética na Indústria (PotencializEE). A expansão nacional é fruto de parceria entre a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), com previsão de R$ 75 milhões em investimentos voltados à eficiência energética de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) de todo o Brasil.

Momento da solenidade de assinaturas.

Momento da solenidade de assinaturas.

Foto: Stella Dutra / Plox Brasil.



O PotencializEE atua em todas as etapas necessárias para tornar o consumo de energia da indústria mais racional e econômico. O programa forma profissionais especializados, identifica empresas com potencial para receber diagnósticos energéticos detalhados e apoia as indústrias no acesso a linhas de crédito que viabilizam a adoção de medidas de eficiência energética.

Eficiência, competitividade e transição energética

Com essa estrutura, a iniciativa contribui para ampliar a competitividade e a eficiência operacional das empresas, além de gerar dados estratégicos que podem embasar novas políticas públicas. O programa também atua diretamente na redução das emissões de gases de efeito estufa no setor industrial, um dos maiores consumidores de energia da matriz brasileira, colaborando para o cumprimento das metas climáticas internacionais assumidas pelo país.


Ao mirar especialmente as MPMEs industriais de diferentes regiões, o PotencializEE busca reduzir custos de produção, estimular a modernização de processos e consolidar operações alinhadas à transição energética e à chamada economia verde.

Balanço da primeira fase em São Paulo

Na etapa inicial, realizada apenas no estado de São Paulo, o PotencializEE mobilizou R$ 150 milhões em financiamentos, realizou mil diagnósticos energéticos e avaliou tecnicamente 400 projetos, o que resultou na implementação de 250 iniciativas de eficiência energética. Essas ações levaram à redução de 1.746 GWh no consumo de energia e evitaram a emissão de 445 mil toneladas de CO₂ equivalente.


O programa também deixou um legado consistente de capacitação: 450 consultores foram certificados — pelo menos 30 deles mulheres —, houve oferta de mentoria especializada, treinamento de gestores de instituições financeiras e elaboração de um catálogo com 22 categorias de tecnologias eficientes, formando uma base sólida para a expansão em nível nacional.

Os resultados da primeira fase comprovam que é possível estruturar soluções de eficiência energética em escala, com impacto real para a indústria e para o meio ambiente. Com o lançamento da segunda fase, o Procel amplia esse alcance, fortalecendo seu papel como indutor de políticas públicas que promovem competitividade, renovação tecnológica e a transição para uma indústria mais eficiente em todo o paísDiretor de Gestão de Programas de Governo da ENBPar, Miguel Marques

Meta de atender 1,5 mil empresas até 2027

A nova etapa do PotencializEE conta com parceria estratégica do SENAI Nacional e dos SENAIs regionais, com a meta de atender, no mínimo, 1,5 mil MPMEs do setor industrial. Até o final de 2027, novos diagnósticos energéticos serão subsidiados e realizados nas indústrias, com recursos do Procel e suporte da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), por meio da Mitigation Action Facility (MAF).

Origem e estrutura do PotencializEE

O programa PotencializEE nasceu a partir de um projeto aprovado com recursos da Mitigation Action Facility e é implementado pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, sob coordenação do Ministério de Minas e Energia (MME). A iniciativa parte do diagnóstico de que a baixa adoção de medidas de eficiência energética ainda é uma das principais barreiras à competitividade da indústria brasileira.

Hoje, os insumos energéticos representam mais de um terço dos custos de produção do setor industrial. Diante desse cenário, o MME testou, na primeira fase do programa, um modelo de apoio técnico e financeiro voltado a estimular a eficiência energética em MPMEs industriais, com foco inicial no estado de São Paulo.

Para articular com o setor produtivo e garantir a implementação do PotencializEE, foi decisiva a parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A execução também contou com a colaboração do SENAI, responsável por oferecer assistência técnica às indústrias participantes, com o objetivo de aumentar a competitividade das empresas e impulsionar um ciclo de descarbonização alinhado às metas climáticas do país.

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