Tarcísio quer nome moderado da direita ao Senado em SP e tenta evitar fragmentação

Governador discute com aliados e com Jair Bolsonaro composição para as duas vagas e avalia pesquisas antes de definir candidatos

05/02/2026 às 12:49 por Redação Plox

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem manifestado a aliados preocupação com a disputa pelas duas vagas ao Senado no estado e defende que ao menos um dos nomes da direita tenha perfil mais moderado. A leitura no entorno do Palácio dos Bandeirantes é que candidaturas consideradas radicais tendem a fragmentar o eleitorado e abrir caminho para uma vitória dupla da esquerda. As informações são do portal Metrópoles.

Tarcísio visita Bolsonaro na Papuda após tensão política

Tarcísio visita Bolsonaro na Papuda após tensão política

Foto: reprodução


Disputa aberta após saída de Eduardo Bolsonaro

Por ora, aliados de Tarcísio acertaram que um dos candidatos ao Senado será o deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo. O segundo nome, porém, segue em aberto após a saída de Eduardo Bolsonaro (PL) da corrida.

O filho “02” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem trabalhado pela candidatura de figuras mais alinhadas ao bolsonarismo, como o deputado estadual Gil Diniz (PL) e os deputados federais Mário Frias (PL) e Marco Feliciano (PL). Ainda no campo da direita, mas fora do arco de alianças do governador, o deputado Ricardo Salles (Novo) também se movimenta para a disputa.

Segundo a avaliação compartilhada por Tarcísio com interlocutores, a direita corre o risco de não eleger nenhum senador se insistir apenas em nomes identificados como mais radicais. Nesse cenário, aliados projetam que a esquerda poderia conquistar as duas cadeiras em jogo.

Pressão por um nome evangélico

De acordo com a apuração citada, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) defende que a direita lance um nome evangélico, o que fortalece a pré-candidatura de Marco Feliciano. Aliados relatam ainda que Jair Bolsonaro prometeu ao pastor que ele seria um dos candidatos ao Senado apoiados por ele em São Paulo, depois de Feliciano ter sido preterido em 2022, quando o astronauta Marcos Pontes foi escolhido para compor a chapa que elegeu Tarcísio.

Nos bastidores, o governador tem insistido que a esquerda pode ficar com as duas vagas se o PT conseguir montar uma chapa mais ao centro. Entre os nomes cotados nesse campo estão Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (Rede). Tebet e Marina, segundo relatos, mantêm conversas para uma possível migração ao PSB.

Dúvidas sobre o desempenho de Derrite

Nesse contexto, Tarcísio também não vê o cenário totalmente consolidado para Guilherme Derrite. Alguns interlocutores avaliam que o ex-secretário pode perder visibilidade e tração eleitoral até o período oficial de campanha, depois de deixar o comando da Segurança Pública.

Relatos apontam que o tema foi tratado diretamente entre Tarcísio e Jair Bolsonaro em encontro recente em Brasília. Nesta quarta-feira (5), ao ser questionado por jornalistas, o governador disse que a definição dos nomes será tomada mais adiante, em conjunto entre os partidos, e que a preferência será por quem aparecer melhor posicionado nas pesquisas.

Rosana Valle entra no radar, mas resistência é grande

Entre as opções colocadas à mesa está a deputada Rosana Valle, presidente do PL Mulher em São Paulo. Ela é o nome defendido pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que teria pedido ao presidente do partido, Valdemar Costa Neto, a inclusão da parlamentar nos levantamentos de intenção de voto.

Apesar da movimentação, aliados avaliam que Rosana não deve aceitar entrar na disputa pelo Senado neste momento, o que mantém em aberto a busca por um nome de perfil moderado para compor a chapa da direita em São Paulo.

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