Advogada que resgatou família de incêndio no PR atualiza estado de saúde
Familiares e amigos arrecadam recursos e pedem ajuda de profissionais de saúde para fortalecer o acompanhamento, com foco em fisioterapia e apoio psicológico
05/02/2026 às 06:51por Redação Plox
05/02/2026 às 06:51
— por Redação Plox
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Juliane recebeu alta em janeiro, após uma longa internação no Hospital Universitário de Londrina. Desde então, segue em casa em um processo de recuperação que ainda exige cuidados contínuos e acompanhamento especializado. Para ajudar nesse período, amigos e familiares mantêm ativa uma campanha de arrecadação.
A mulher de 28 anos se pendurou sobre uma caixa de ar condicionado para salvar familiares de um incêndio no PR
Foto: (Reprodução: Divulgação)
Amiga organiza campanha de apoio ao tratamento
A mobilização é liderada por Alanna Koerich, amiga da advogada, que explicou nas redes sociais que Juliane ainda não consegue gravar vídeos para pedir ajuda diretamente. Alanna relatou que, logo após o incêndio, recebeu mensagens de profissionais de diversas áreas da saúde oferecendo apoio, mas muitos desses contatos acabaram se perdendo com o tempo.
Com Juliane em casa, a orientação é para que essas pessoas retomem o contato e reforcem a rede de apoio. Segundo Alanna, a advogada necessita principalmente de acompanhamento com fisioterapeuta e psicólogo, além de recursos financeiros para custear etapas do tratamento que não são cobertas pelo SUS. Mesmo com parte do atendimento garantida pelo sistema público, uma parcela importante das despesas ainda precisa ser paga pela família.
Casa adaptada e gastos constantes com materiais
Parte do valor arrecadado anteriormente foi usada para adaptar a residência às novas necessidades de Juliane. De acordo com Alanna, foi preciso mobiliar todo o espaço com itens específicos, diferentes dos móveis comuns, para garantir mais segurança e conforto no dia a dia.
Além da estrutura física da casa, Juliane depende de pomadas específicas para queimaduras, roupas adequadas e produtos que não agravem seu quadro clínico. Ela não pode utilizar qualquer tipo de lençol e necessita de peças próprias, medicamentos e atenção contínua, o que aumenta significativamente os custos da recuperação.
Incêndio em apartamento deixou família ferida
O incêndio ocorreu em 15 de outubro de 2025, em um apartamento localizado no 13º andar de um prédio. Imagens que circularam nas redes sociais à época mostraram Juliane do lado de fora do edifício, pendurada em um suporte de ar-condicionado, tentando alcançar os familiares. Depois de conseguir retirar a mãe e o primo do local, ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros.
Sueli sofreu queimaduras no rosto e nas pernas, além de ter inalado fumaça, o que causou lesões nas vias respiratórias. Ela ficou 11 dias internada no Hospital São Lucas, em Cascavel, até receber alta. Pietro, por sua vez, foi transferido para Curitiba devido à inalação de fumaça e às queimaduras nas pernas e nas mãos. O menino permaneceu 16 dias hospitalizado e foi liberado no fim de outubro.