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A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no trimestre móvel encerrado em janeiro de 2026, de acordo com a PNAD Contínua divulgada nesta quinta-feira (05). O índice permanece em patamar historicamente baixo e veio acompanhado de alta no rendimento médio e leve recuo da informalidade, indicando um mercado de trabalho ainda aquecido no começo do ano.
Foto: Agência Brasilia
O desemprego de 5,4% no trimestre encerrado em janeiro repetiu o mesmo nível registrado entre agosto e outubro de 2025, apontado como o menor da série comparável iniciada em 2012.
Em números absolutos, a população desocupada foi estimada em 5,9 milhões de pessoas, enquanto a população ocupada alcançou 102,7 milhões. O nível de ocupação — proporção de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — ficou em 58,7%, em linha com o observado anteriormente.
A taxa de subutilização da força de trabalho, que engloba desempregados, subocupados por insuficiência de horas e a força de trabalho potencial, foi de 13,8% no trimestre, somando 15,7 milhões de pessoas nessa condição.
Referência oficial para medir desemprego, ocupação, informalidade e rendimento no país, o IBGE apura esses dados por meio da PNAD Contínua. Segundo os números reportados por veículos que citaram a divulgação do instituto, a informalidade atingiu 37,5% da população ocupada, o que corresponde a 38,5 milhões de trabalhadores em situação informal.
O rendimento real habitual médio foi estimado em R$ 3.652, com alta tanto na comparação trimestral quanto na anual. Já a massa de rendimento real habitual somou R$ 370,3 bilhões, também em crescimento.
Como referência recente, o IBGE já havia registrado taxa de desocupação de 5,4% no trimestre encerrado em outubro de 2025, com subutilização em 13,9% e recordes de rendimento e massa de rendimentos naquele período, reforçando a tendência de melhora do mercado de trabalho ao longo de 2025.
Para quem busca vaga, a manutenção de 5,4% de desemprego sugere um mercado ainda favorável, mas a estabilidade do indicador pode sinalizar desaceleração no ritmo de melhora, o que tende a aumentar a competição por oportunidades em alguns setores.
Para as empresas, o avanço da renda média tem potencial para sustentar o consumo, mas também pressiona custos de contratação e retenção, especialmente em áreas com escassez de mão de obra qualificada.
Em estados como MG, SP, RJ e PR, mesmo sem recortes regionais nesta divulgação resumida, o dado nacional serve de parâmetro para decisões de investimento, políticas de qualificação profissional e expectativas para comércio e serviços, que dependem diretamente do nível de renda e ocupação.
Um dos próximos passos é acompanhar a publicação ou o detalhamento do material oficial completo do IBGE sobre o trimestre encerrado em janeiro, com tabelas, variações e eventuais destaques por setor. Até o momento desta apuração, o link do release específico de “trimestre encerrado em janeiro de 2026” não havia sido localizado na Agência IBGE Notícias.
Também será importante monitorar as próximas divulgações da PNAD Contínua para verificar se o patamar de 5,4% se mantém no trimestre seguinte e como evoluem informalidade e subutilização, indicadores que ajudam a avaliar a qualidade das ocupações e não apenas o desemprego aberto.