Dólar abre em alta e mercado monitora desemprego no Brasil e dados dos EUA

Moeda avançava a R$ 5,2471 pela manhã, enquanto investidores aguardavam indicadores e acompanhavam a alta do petróleo em meio a tensões geopolíticas.

05/03/2026 às 09:59 por Redação Plox

O dólar iniciou a quinta-feira (5) em alta, com valorização de 0,52% por volta das 9h45, sendo negociado a R$ 5,2471. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, passa a operar a partir das 10h, em um dia marcado por divulgações importantes na agenda econômica.


Dólar, moeda norte-americana

Dólar, moeda norte-americana

Foto: Free Pik

Agenda econômica no Brasil e nos Estados Unidos

No Brasil, o destaque do dia é a divulgação da taxa de desemprego referente a janeiro. A expectativa do mercado é de que o indicador fique em torno de 5,4%, dado acompanhado de perto por investidores e analistas.

Também nesta quinta-feira, será divulgado o resultado da balança comercial de fevereiro, que entra no radar dos investidores ao lado dos números do mercado de trabalho.

Nos Estados Unidos, a agenda inclui a publicação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego, com projeção de recuo para cerca de 215 mil solicitações na última semana.

No cenário americano, o Federal Reserve informou na quarta-feira (4) que a atividade econômica cresceu ligeiramente nas últimas semanas, enquanto os preços continuaram subindo e o nível de emprego permaneceu estável. O relatório chamou a atenção do mercado pela trajetória da inflação e foi divulgado a cerca de duas semanas da próxima reunião de política monetária do banco central dos EUA, o que mantém os investidores atentos a sinais sobre os rumos da economia americana.

Petróleo volta a subir em meio a tensões geopolíticas

No mercado de commodities, o petróleo retomou a trajetória de alta, mesmo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometer garantir o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz e diante de notícias de que o Irã buscaria um acordo para encerrar o conflito.

Apesar das preocupações com o transporte de petróleo pela região, os preços da commodity registravam movimento de ajuste após as fortes altas recentes. Perto das 16h45 de quarta-feira (4), o petróleo tipo Brent, referência internacional, tinha leve alta de 0,02%, cotado a US$ 81,40.

Desempenho do dólar e do Ibovespa

No acumulado da semana, o dólar registra alta de 1,63%, mesma variação observada no acumulado do mês. No ano, porém, a moeda americana ainda tem queda de 4,94% frente ao real.

O Ibovespa, por sua vez, acumula queda de 1,81% na semana e no mês. No ano, o índice segue em terreno positivo, com avanço de 15,04%.

Tensões no Oriente Médio seguem no foco

Mesmo com o pregão de quarta-feira (4) marcado por um movimento de correção nos principais mercados acionários, cambiais e de commodities, investidores continuam atentos aos desdobramentos da guerra no Irã, em busca de sinais sobre a duração do conflito.

As tensões se mantiveram elevadas após os Estados Unidos assumirem a autoria de um ataque a um navio de guerra iraniano próximo ao Sri Lanka.

O ataque ocorreu no momento em que o presidente americano, Donald Trump, prometeu fornecer segurança e escolta naval aos navios que exportam petróleo e gás do Oriente Médio, numa tentativa de conter a alta dos preços de energia após o Irã fechar o Estreito de Ormuz na véspera.

Pelo menos 200 navios — incluindo petroleiros, navios-tanque de gás natural liquefeito e cargueiros — permaneceram ancorados em águas abertas ao largo da costa de importantes produtores do Golfo, como Iraque, Arábia Saudita e Catar, segundo estimativas da Reuters baseadas em dados de rastreamento de embarcações da plataforma MarineTraffic.

Wall Street e Europa em recuperação

Em Wall Street, o movimento de ajuste também foi observado na quarta-feira, com os principais índices americanos operando em alta, ainda sob influência das notícias vindas do Oriente Médio.

Perto das 17h, o Dow Jones subia 0,64%, o S&P 500 avançava 0,98% e o Nasdaq Composite ganhava 1,55%.

Na Europa, as bolsas mostraram recuperação e encerraram o dia em alta, após terem atingido níveis mais baixos na sessão anterior. O índice Stoxx 600 avançava 1,37%. Entre os principais mercados, o DAX de Frankfurt subiu 1,79%; o FTSE 100 de Londres ganhou 0,80%; e o CAC 40 de Paris avançou 0,79%.

Bolsas da Ásia recuam com pressão em empresas de energia e transporte

Na Ásia, o movimento foi de baixa. As bolsas da China e de Hong Kong encerraram o pregão em queda, pressionadas principalmente por empresas dos setores de petróleo e transporte marítimo.

No fechamento, o SSEC de Xangai caiu 1%; o CSI300 recuou 1,1%; e o Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 2%, atingindo o menor nível em seis meses.

Outros mercados asiáticos também registraram perdas: em Xangai, o SSEC fechou em –0,98%, aos 4.082 pontos; em Tóquio, o Nikkei caiu 3,61%, a 54.245 pontos; em Seul, o KOSPI recuou 12,06%, a 5.093 pontos; e em Taiwan, o TAIEX cedeu 4,35%, para 32.828 pontos.

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