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Uma movimentação financeira de R$ 19,3 milhões em quatro anos, atribuída a uma conta bancária de pessoa física de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, colocou o filho do presidente Lula no centro do noticiário político nesta quinta-feira (05/03/2026). Os valores foram divulgados por veículos de imprensa que dizem ter tido acesso a documentos de quebra de sigilo no âmbito das investigações da CPMI do INSS.
Lulinha
Foto: Foto: crédito: Foto: Reprodução/ Redes Sociais
De acordo com as reportagens, que reproduzem informações atribuídas à coluna de Andreza Matais (Metrópoles), os R$ 19,3 milhões teriam circulado entre 2022 e 2025 em uma conta de pessoa física mantida no Banco do Brasil, em São Paulo, no segmento “Estilo”.
Desse total, cerca de metade (R$ 9,66 milhões) seria composta por créditos, e o restante corresponderia a pagamentos e transferências para outras contas. As mesmas apurações indicam que 2024 teria sido o ano de maior volume, com R$ 7,2 milhões movimentados, enquanto em 2025 o valor teria caído para R$ 3,3 milhões. Há ainda menção a movimentação em 2026, até 30 de janeiro, de R$ 205,4 mil.
Segundo o material publicado, investigadores avaliam que o padrão seria compatível com uma “conta de investimentos”, com entradas ligadas a empresas associadas a Lulinha, rendimentos de aplicações financeiras e transferências de terceiros.
No campo institucional, a Câmara dos Deputados informou que a CPMI do INSS aprovou requerimentos para solicitar ao Coaf a elaboração de um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) sobre as movimentações de Fábio Luís Lula da Silva, cobrindo o período de 2022 até janeiro de 2026.
A revista VEJA noticiou que o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), comunicou que o Coaf foi oficialmente acionado pela comissão, com prazo de cinco dias úteis para responder ao pedido de informações, conforme ofício expedido pela própria CPMI.
Até o momento, os valores detalhados e a descrição de origem e destino das transações aparecem apenas em reportagens que afirmam se basear em documentos de quebra de sigilo. O conteúdo integral desses documentos não consta nas fontes oficiais consultadas, e a apuração permanece em curso.
A exposição pública da suposta movimentação de R$ 19,3 milhões em quatro anos na conta de Lulinha tende a elevar a temperatura política em torno da CPMI do INSS, que já vinha registrando embates sobre votações e requerimentos.
No plano institucional, o atendimento do pedido ao Coaf e a eventual produção do RIF podem ampliar o volume de dados financeiros sob análise, abrindo espaço para novos requerimentos, convocações e aprofundamento das investigações no colegiado.
Especialistas lembram que “movimentar” uma quantia em conta bancária significa somar entradas e saídas em determinado período, o que não equivale, por si só, a renda, lucro ou patrimônio acumulado. Mesmo se confirmado, o valor aponta para fluxo financeiro, e não necessariamente para enriquecimento. Sem a íntegra dos documentos oficiais, porém, a composição dessas operações segue classificada como “em apuração”.
Entre os próximos desdobramentos esperados estão a confirmação se o Coaf enviará à CPMI o Relatório de Inteligência Financeira solicitado dentro do prazo de cinco dias úteis mencionado nas reportagens.
Também será relevante acompanhar se a CPMI decidirá divulgar trechos, anexos ou sínteses do material recebido, bem como eventual aprovação de novas quebras de sigilo, convocações de depoentes ou pedidos de perícia sobre as movimentações atribuídas a Lulinha.
Outro ponto a monitorar é um possível posicionamento público da defesa de Fábio Luís Lula da Silva e/ou do Palácio do Planalto sobre os números e o contexto das transações. Até agora, esse tipo de manifestação não aparece nas fontes oficiais citadas.
No centro de toda a controvérsia permanece o dado que impulsionou a discussão política e as iniciativas da CPMI do INSS: a suspeita de que, em quatro anos, a conta de Lulinha teria movimentado cerca de R$ 19,3 milhões, informação ainda cercada por relatórios sigilosos e pela expectativa de confirmação ou relativização a partir dos documentos oficiais que possam vir a público.