Falsa fiscal da Receita é presa após aplicar golpes e exigir pagamentos via Pix na Tijuca
Vanessa da Silva Serafim, de 31 anos, é suspeita de cobrar supostas dívidas em domicílios e levar dinheiro, joias, cartões e outros bens; vítimas seriam principalmente idosas
05/03/2026 às 08:33por Redação Plox
05/03/2026 às 08:33
— por Redação Plox
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Policiais da 19ª DP (Tijuca) prenderam uma mulher que, segundo as investigações, se passava por fiscal da Receita Federal para cobrar supostas dívidas de moradores. Identificada como Vanessa da Silva Serafim, de 31 anos, ela foi detida em Bangu, na Zona Oeste do Rio, após uma sequência de golpes aplicados principalmente contra idosos.
Policiais da 19ª DP (Tijuca) prenderam uma mulher que, de acordo com as investigações, fingia ser fiscal da Receita Federal para cobrar supostas dívidas.
Foto: Reprodução/ TV Globo
De acordo com os agentes, a suspeita batia de porta em porta afirmando que as vítimas tinham pendências a quitar e exigia que o pagamento fosse feito por Pix. Dentro das residências, ela observava atentamente quais bens de valor poderiam ser levados, como joias, relógios e dinheiro.
Vítimas pagaram em diferentes moedas e tiveram cartões levados
As investigações apontam que as vítimas realizaram pagamentos em Real, Dólar e Euro. Além do dinheiro arrecadado, a mulher também levava cartões de crédito e débito, além de joias. Os crimes foram praticados no início deste ano na Tijuca, na Zona Norte do Rio, seguindo um mesmo padrão de abordagem.
Vanessa chegou a ser presa após o primeiro golpe, no dia 6 de janeiro, mas foi solta em audiência de custódia. Agora, foi novamente detida pela prática de um segundo crime, com o mesmo modus operandi, segundo a polícia.
Delegada alerta para falsos fiscais em domicílios
A delegada responsável pelo caso ressaltou que a Receita Federal não envia fiscais para fazer cobranças nem recolher valores na casa dos contribuintes.
O primeiro alerta é: se alguém aparecer na sua residência dizendo ser da Receita Federal para fiscalizar bens e recolher valores, desconfie de forma imediata. A Receita não faz isso na casa de qualquer contribuinte
delegada Maíra Rodrigues
Ela também reforçou a necessidade de vigilância por parte de porteiros e síndicos, que costumam autorizar a entrada de visitantes nos condomínios. Segundo a delegada, muitas vítimas acreditam estar recebendo um agente público e acabam permitindo o acesso ao prédio e ao apartamento.
A orientação é que, diante de qualquer movimentação atípica ou suspeita na portaria, a administração do condomínio e os responsáveis pela segurança comuniquem o síndico e acionem a Polícia Militar e a Polícia Civil para checar a situação e interromper imediatamente possíveis ações criminosas.