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A greve dos professores da rede estadual de ensino de Minas Gerais, iniciada nesta semana, já provoca reflexos em diversas escolas do estado. O movimento, convocado pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), cobra recomposição salarial e melhoria nas condições de trabalho da categoria.
A paralisação foi aprovada em assembleia e foi deflagrada por tempo indeterminado. Entre as principais reivindicações do sindicato estão o cumprimento integral do piso nacional do magistério e a recomposição das perdas salariais acumuladas nos últimos anos.
Segundo o Sind-UTE, os profissionais da educação acumulam perdas significativas desde 2019. A entidade também contesta a proposta de reajuste apresentada pelo governo estadual, classificada como insuficiente para atender às demandas dos trabalhadores.
Com a greve em andamento, escolas estaduais registram desde suspensão parcial até interrupção total das aulas. Em outras unidades, as atividades seguem, mas com quadro reduzido de profissionais. A adesão ao movimento varia de acordo com a região e com a realidade de cada escola.
O sindicato sustenta que o poder de compra dos professores foi fortemente afetado nos últimos anos e insiste na necessidade de uma correção mais ampla dos salários. As demandas concentram-se no pagamento integral do piso nacional da categoria e na recomposição das perdas acumuladas, fatores apontados como centrais para a mobilização.
De acordo com a entidade, a proposta apresentada pelo governo mineiro não responde ao conjunto das reivindicações. Para o sindicato, o reajuste oferecido não corrige o impacto da defasagem salarial registrada desde 2019.
O governo de Minas Gerais afirma ter concedido reajuste dentro do limite considerado possível e em conformidade com as orientações nacionais para o funcionalismo público. A gestão estadual sustenta que o índice adotado segue parâmetros definidos em âmbito federal.
Durante sua passagem por Ipatinga, na manhã desta quinta-feira (5), o vice-governador Mateus Simões se manifestou sobre o tema e criticou a paralisação organizada pelo sindicato. Segundo ele, o reajuste concedido acompanha o índice recomendado pelo governo federal e a decisão de deflagrar a greve prejudica estudantes da rede pública.
Mateus Simões - Vice-governador de Minas Gerais.
Na avaliação do Executivo mineiro, a proposta apresentada leva em conta as restrições fiscais do estado. O governo enfatiza que os limites orçamentários impedem concessões além do que já foi ofertado, mas afirma manter a disposição para dialogar com a categoria.
Sem acordo, o impasse permanece. Enquanto o movimento grevista continua, os profissionais da educação aguardam a retomada de negociações com o governo estadual. De outro lado, o Executivo mineiro reitera que está aberto ao diálogo, mas destaca que o reajuste proposto observa o cenário financeiro do estado.
Ainda não há previsão para o término da paralisação. Caso a greve se prolongue, há possibilidade de ajustes no calendário escolar, com o objetivo de garantir o cumprimento da carga horária mínima exigida para o ano letivo.
Nesse cenário, escolas, estudantes e famílias acompanham o desenrolar das conversas entre sindicato e governo, enquanto a rede estadual lida com os efeitos imediatos da suspensão das aulas e a incerteza sobre o cronograma de reposição.