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A indústria da construção abriu 2026 em marcha lenta. A Sondagem Indústria da Construção, da CNI em parceria com a CBIC, registrou o pior desempenho para um mês de janeiro desde 2017, indicando um começo de ano mais fraco para o setor. O movimento veio acompanhado de recuo na atividade, queda no indicador de emprego e menor utilização da capacidade operacional, em um cenário ainda pressionado por custo de financiamento elevado e crédito mais restrito.
Setor da construção vive momento negativo
Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão
De acordo com a Sondagem Indústria da Construção, além da retração na atividade, outros termômetros do setor também pioraram em janeiro.
No mercado de trabalho, o índice de evolução do número de empregados ficou em 45,3 pontos, marcando a terceira queda consecutiva. Segundo o boletim, houve retração acumulada no período, sinalizando menor disposição das empresas para contratar.
Na operação dos canteiros, a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) recuou para 64% em janeiro, descrita como o menor nível para o período desde 2021. O dado indica mais ociosidade nas estruturas do setor e reforça o quadro de desaceleração.
Na leitura de analistas, o desempenho mais fraco da construção está ligado a juros e financiamento mais caros, o que tende a reduzir o ritmo de novos projetos, contratações e intenção de investir.
A Sondagem Indústria da Construção (Janeiro/2026), da CNI, destaca que o nível de atividade do setor teve o pior desempenho para janeiro desde 2017 e aponta a sequência de queda no indicador de emprego, além de uma UCO em patamar considerado baixo para a série recente.
Como contraponto, a Sondagem da Construção do FGV IBRE registrou alta do Índice de Confiança da Construção (ICST) para 94,0 pontos em janeiro de 2026, com entrevistas realizadas entre 5 e 23 de janeiro junto a empresas do setor.
Os resultados sugerem que confiança e atividade podem não caminhar no mesmo ritmo no curto prazo. A confiança tende a reagir antes, enquanto a atividade efetiva — captada pela sondagem CNI/CBIC — mostrou um janeiro mais fraco na prática, configurando o pior início de ano em nove anos para a indústria da construção.
Com o indicador de emprego abaixo de 50 pontos e em trajetória de queda, o setor tende a adotar postura mais conservadora nas contratações no curto prazo. Isso pode afetar vagas em canteiros de obras e em cadeias associadas, como fornecedores de materiais, transporte e serviços especializados.
O crédito mais caro e o ambiente de maior cautela também reduzem o apetite por novos empreendimentos, especialmente nos segmentos em que o financiamento é decisivo, como habitação e incorporação imobiliária.
Estados com forte peso na construção, como MG, SP, RJ e PR, costumam sentir mais rapidamente as oscilações do setor. Variações na atividade aparecem em ritmo de obras, volume de terceirizações e demanda por insumos nessas regiões.
Um ponto central para o mercado será acompanhar as próximas edições da Sondagem Indústria da Construção (CNI/CBIC) para entender se o pior janeiro em nove anos foi um desvio pontual da sazonalidade ou o início de uma tendência mais prolongada de fraqueza.
Também será relevante monitorar indicadores de crédito imobiliário, custo de financiamento e sinais de retomada ou queda nos lançamentos e vendas, que costumam antecipar o ritmo dos canteiros de obras.
Outro eixo de análise é o cruzamento entre dados de atividade e emprego e as leituras de confiança — como a da FGV IBRE — para avaliar se a melhora das expectativas se converte em produção, investimentos e novas contratações ao longo do primeiro semestre.