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A Polícia Federal analisa menções a possíveis repasses ligados à sigla “DCM” que aparecem em conversas transcritas na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do caso Banco Master e do empresário Daniel Vorcaro. Segundo reportagem do SBT News, investigadores teriam confirmado que a referência seria ao site Diário do Centro do Mundo (DCM), que nega ter recebido valores e afirma que a decisão não identifica o veículo.
Polícia Federal
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
De acordo com o SBT News, a decisão de André Mendonça, publicada em 4 de março de 2026, reproduz uma conversa na qual um investigado descreve como faria a divisão de um valor mensal e menciona “o DCM e mais dois editores” como parte de um suposto “mensal”. A reportagem afirma ter confirmado com investigadores que a sigla se referiria ao Diário do Centro do Mundo.
Esse diálogo aparece na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro. Nessa etapa, foram cumpridos mandados e determinadas novas medidas cautelares em São Paulo e Minas Gerais, conforme reportagens sobre a operação e sobre a decisão judicial.
Segundo a Associated Press, a Polícia Federal informou, em nota, que realizou diligências para apurar possíveis crimes como ameaças, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de sistemas, atribuídos a uma organização criminosa no contexto da Operação Compliance Zero. A mesma cobertura aponta que a decisão judicial menciona indícios de atuação coordenada e determina bloqueios de ativos em grande volume.
Já a CNN Brasil relata que um relatório da PF sustenta a tese de continuidade delitiva após a soltura de Vorcaro em novembro de 2025, com referência a valores identificados em nome de terceiros à medida que as investigações avançaram.
No debate público, a citação a “DCM” em documento judicial e a interpretação atribuída a investigadores tendem a intensificar a disputa política em torno do caso, sobretudo por envolver a suspeita de tentativa de influenciar cobertura jornalística.
Para leitores e eleitores, o episódio reforça a necessidade de cautela com conclusões definitivas. Até o momento, o que está descrito nas reportagens é a existência de uma conversa transcrita e a interpretação de que a sigla se referiria ao Diário do Centro do Mundo. Não há, nesses relatos, documentação pública detalhada, como extratos, que vincule diretamente o site a recebimentos.
Em São Paulo e Minas Gerais, o cumprimento de medidas da Operação Compliance Zero pode gerar novos desdobramentos locais, como buscas, apreensões, eventuais novas prisões e ações sobre bens.
A tendência é que a PF aprofunde a análise de mensagens e fluxos financeiros para confirmar ou descartar a quem se referia a sigla “DCM” e se houve repasses, em quais valores e por quais meios. O Supremo Tribunal Federal deve seguir concentrando decisões relevantes do caso sob a relatoria de André Mendonça, incluindo avaliação de medidas cautelares, prisões e bloqueios.
O Diário do Centro do Mundo, por sua vez, mantém a negativa pública de que tenha recebido valores e sustenta que a decisão não identifica o veículo, o que tende a motivar pedidos de esclarecimento e novas checagens sobre o conteúdo das investigações.