Suspeitos de estupro coletivo em Copacabana seguem em celas separadas e sem audiência de custódia

Quatro homens presos pelo crime contra uma adolescente de 17 anos estão na Cadeia José Frederico Marques; denúncia foi aceita e eles viraram réus por estupro e cárcere privado

05/03/2026 às 11:17 por Redação Plox

Os quatro homens presos pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio, permanecem em celas separadas dos demais detentos na Cadeia José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte da capital. De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), eles estão se alimentando normalmente na unidade.


Polícia busca suspeitos de estupro coletivo de menor em Copacabana

Polícia busca suspeitos de estupro coletivo de menor em Copacabana

Foto: Reprodução/ TV Globo


João Gabriel Xavier Bertho e Mattheus Verissimo Zoel Martins foram encaminhados à cadeia na última terça-feira (3). Já Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin deram entrada no local na quarta-feira (4). Os quatro se apresentaram espontaneamente à polícia. A Cadeia José Frederico Marques funciona como porta de entrada do sistema penitenciário do estado do Rio de Janeiro.

Ao chegar ao sistema prisional, todo preso passa por um protocolo inicial de triagem e, em geral, permanece separado da população carcerária por um período de isolamento e avaliação.

Custódia e rotina na unidade prisional

Até a tarde desta quinta-feira (5), os suspeitos ainda não haviam passado por audiência de custódia, procedimento previsto para ocorrer a partir desse período.

Segundo a Seap, eles aceitaram a alimentação oferecida pela unidade, composta por salada de repolho, almôndegas, cenoura cozida, arroz, feijão, fruta e suco.

Entregas nas delegacias e andamento do caso

Na quarta-feira, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, chegou à 12ª DP (Copacabana) por volta das 11h, acompanhado de seu advogado. A delegacia é responsável pela investigação do caso. No início da tarde do mesmo dia, Bruno Felipe dos Santos Allegretti se apresentou à 54ª DP (Belford Roxo).

Na terça-feira, Mattheus Verissimo Zoel Martins compareceu à 12ª DP com sua defesa. João Gabriel Xavier Bertho, por sua vez, se entregou na 10ª DP (Botafogo).

Os quatro se tornaram réus pelos crimes de estupro, com agravante por a vítima ser menor de idade, e também por cárcere privado. A 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e o Adolescente aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, que ressaltou, com base no relatório final da polícia, a violência empregada e a brutalidade dos atos sexuais praticados contra a vítima.

Além dos adultos, há a investigação envolvendo um menor de idade. Até a última atualização da reportagem original, não havia mandado de apreensão expedido contra ele.

A Polícia Civil ainda apura denúncias feitas por pelo menos outras duas jovens contra alguns integrantes do grupo.

Posicionamento da defesa

Após a prisão, a defesa de João Gabriel divulgou nota na qual afirma que ele se apresentou à polícia em cumprimento a decisão judicial e nega a participação no crime. A nota sustenta que ele confia na apuração dos fatos pela Justiça e destaca que o réu não teria sido ouvido pela polícia nem citado em novas denúncias que estão sob investigação.

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