STJ nega pedido do Rumble para intimar Alexandre de Moraes via carta rogatória dos EUA

Corte Especial rejeitou o cumprimento do pedido de cooperação internacional para notificar o ministro do STF em ação movida por Rumble e Trump Media & Technology Group; caso tramitou sob sigilo

05/03/2026 às 09:33 por Redação Plox

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, na quarta-feira (4), o cumprimento de uma carta rogatória enviada pela Justiça dos Estados Unidos que pretendia intimar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma ação movida pelas empresas Rumble e Trump Media & Technology Group. O caso foi analisado pela Corte Especial e tramitou sob sigilo, conforme relatos da cobertura.

Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes

Foto: Rosinei Coutinho/STF


STJ nega cooperação para intimação de Moraes

A solicitação chegou ao STJ como pedido de cooperação jurídica internacional, na forma de carta rogatória. Esse instrumento é utilizado quando um tribunal estrangeiro requer que a Justiça brasileira pratique um ato processual, como a intimação ou citação formal de alguém em território nacional.

Com a decisão da Corte Especial de não autorizar o cumprimento do pedido, fica barrada, no Brasil, a tentativa de intimar formalmente Alexandre de Moraes dentro dessa ação que tramita na Justiça norte-americana. Na prática, a Justiça brasileira não dará seguimento a esse ato de cooperação solicitado pelos EUA.

Fundamentos seguem sob sigilo

Até o momento desta apuração, os detalhes do fundamento jurídico adotado no julgamento não aparecem integralmente nas reportagens consultadas, em razão do sigilo que marca a tramitação do caso. Assim, a motivação completa da decisão permanece em apuração e depende de acesso ao despacho, à decisão ou a eventual nota oficial do tribunal.

O que está descrito nas explicações já publicadas é que cartas rogatórias integram a esfera da cooperação internacional e passam por uma análise prévia de compatibilidade com as regras e procedimentos brasileiros. Apenas após essa verificação é que podem ser cumpridas ou rejeitadas.

Efeitos no processo e no debate institucional

No âmbito do processo em curso nos Estados Unidos, a negativa do STJ significa que a intimação formal em território brasileiro não avançará por meio dessa via de cooperação. Diante disso, as empresas envolvidas podem avaliar outras formas de notificação previstas no ordenamento norte-americano, quando admitidas pelas normas locais.

No plano interno, a decisão se insere em um contexto mais amplo de discussões sobre soberania e jurisdição. A iniciativa de acionar a Justiça dos EUA para alcançar atos de uma autoridade brasileira relacionados a decisões judiciais sobre plataformas digitais evidencia a sensibilidade do tema e reforça o peso institucional que cerca casos como este.

O que observar a partir de agora

Entre os próximos passos, está o monitoramento de eventuais manifestações públicas do STJ ou da Procuradoria-Geral da República, bem como a possível publicação de decisão ou despacho com a fundamentação do julgamento, ainda que com trechos sob sigilo.

No exterior, a expectativa recai sobre os desdobramentos da ação envolvendo Rumble e Trump Media na Justiça norte-americana, em especial quanto a eventuais pedidos de notificação alternativa e ao cumprimento dos prazos processuais previstos naquele sistema jurídico.

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