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    Falsa enfermeira consegue mais de R$ 34 mil vendendo soro como vacina contra a Covid em BH

    Ela cobrava cerca de R$ 600 por duas aplicações

    Por Plox

    05/04/2021 18h56 - Atualizado há 8 meses

    A cuidadora de idosos, Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas, de 54 anos, acusada de se passar por enfermeira e vender soro fisiológico como vacina contra a Covid-19 para empresários e políticos mineiros que tentavam furar a fila da imunização, recebeu mais de R$ 34 mil com a venda das supostas vacinas. Ela teria vacinado pelo menos 57 pessoas em uma garagem de ônibus da família Lessa, no bairro Caiçara, na Região Noroeste da capital mineira. Ela cobrava cerca de R$ 600 por duas aplicações.

    De acordo com laudo pericial da Polícia Civil, ficou confirmado que parte do material apreendido na casa de Cláudia Mônica é soro fisiológico, e não vacina contra a Covid-19.As embalagens foram encontradas lacradas, sem sinal de adulteração ou violação. Também foi encontrado pacotes com informação sobre vacinas contra gripe e ampolas. Ainda não há indícios da presença de vacinas contra o novo Coronavírus no material apreendido.

    Foto: Reprodução Polícia Federal

     

    Os irmãos Rômulo Lessa e Robson Lessa, donos da empresa de transporte Saritur, admitiram em depoimento à Polícia Federal, realizado na segunda-feira (29), que organizaram um grupo de pessoas e compraram o suposto imunizante contra a Covid-19.

    As investigações da Polícia Federal, através da Operação Camarote, indica que realmente as supostas vacinas aplicadas por Cláudia Mônica não era imunizante contra a Covid-19, mas sim falsificados.

     Foto: Divulgação  Polícia Federal

     

    A PF divulgou fotos do material apreendido para uma especialista em vacinação que fez a análise e segundo ela, há seringas sem rótulo de identificação. A embalagem é de vacina contra influenza, vírus da gripe.

    Cláudia Mônica prestou esclarecimento, na sede da Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais, e chegou a ser conduzida para a penitenciária Estevão Pinto, mas teve a prisão temporária convertida em preventiva. Os agentes da PF constataram que a mulher tem passagem por furto.
     

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