Caso do Chapeleiro: Plox entrevista Fernando Castro

O artista de rua alega ter sido agredido sem motivo aparente

Por Plox

05/04/2023 15h29 - Atualizado há cerca de 1 ano

No último domingo (2), às 11h51, o artista de rua, Fernando Castro, de 36 anos, foi agredido na Avenida Carlos Chagas, bairro Cidade Nobre em Ipatinga, Minas Gerais, e precisou ser encaminhado para o atendimento médico. De acordo com relatos, ele estava na entrada da casa de shows Scenarium, onde ele afirmou ter sido agredido por várias pessoas, incluindo funcionários que fazem a segurança da boate. 

O Plox entrevistou o artista. Confira:

 

Segundo relatos de Fernando à polícia, ele foi abordado por alguns indivíduos que lhe pediram ajuda para empurrar uma motocicleta até um posto de gasolina próximo.

Foto: reprodução Instagram

 

Com o intuito de ajudar, o artista começou a empurrar a moto. No entanto, de acordo com boletim de ocorrência registrado por Fernando, transeuntes que observaram a cena informaram aos supostos seguranças da boate o que estava acontecendo. Em seguida, segundo afirmações do artista, os homens foram até ele e, sem motivo aparente, conforme imagens que circulam nas redes sociais, começaram a agredi-lo. De acordo com a vítima, um dos homens alegou que a motocicleta pertencia a um colega de trabalho.

Foto: reprodução Instagram


Fernando afirmou que não conhecia os indivíduos que lhe pediram ajuda e que apenas aceitou colaborar após ser oferecida uma gorjeta de dez reais. Após a agressão, a vítima foi socorrida e levada até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), do bairro Canaã, por meio de um veículo de aplicativo, onde recebeu os cuidados médicos necessários.

Em vídeos divulgados nas suas redes sociais, Fernando alegou estar passando por dificuldades por ser dependente químico e estar sofrendo com recaídas após perder sua irmã. 

Revolta na cidade

Após a divulgação das imagens nas redes sociais, várias pessoas se revoltaram pelo fato do excesso de violência contra Fernando. Segundo o artista de rua, foram cerca de 20 minutos de agressão.

“Nada justifica a violência, era mais fácil chamar a polícia”, escreveu um internauta. “Só não entendi porque os seguranças da Scenarium estavam no auxílio das agressões, acho que os seguranças deveriam fazer a segurança da boate e não contribuir com o ocorrido do lado de fora né”, comentou outro internauta.

Contudo, também tiveram usuários das redes sociais que suspeitaram da ação do artista. “Então, mesmo que "talvez" ele não sabia do furto tava meio suspeito a forma que ele agiu”, comentou. “Contra fatos não há argumentos! Só a gente sabe o quanto que ralamos pra ter o nosso!”, escreveu outro internauta. 

A reportagem do Plox entrou em contato, via redes sociais, com a boate e com a empresa que presta serviço de segurança. De acordo com a Scenarium, “o fato ocorreu do lado externo da casa, após o encerramento das nossas atividades. Como se vê no vídeo o Fernando estava sozinho ao empurrar a moto”.

Já a empresa prestadora de serviços de segurança alegou que “não haviam seguranças da casa a trabalho nesse momento do acontecido”.


 

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