CEO do Cruzeiro faz duras críticas à Minas Arena durante audiência pública na ALMG

Gabriel Lima mencionou ainda uma proposta que visava melhorar a qualidade dos serviços prestados no estádio

Por Plox

05/04/2023 08h29 - Atualizado há cerca de 1 ano

Em uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na terça-feira (4), o CEO do Cruzeiro, Gabriel Lima, criticou a postura da Minas Arena, concessionária responsável pela administração do Mineirão. Lima afirmou que "não há interesse" por parte da empresa em ter futebol no estádio.

Propostas recusadas e busca por melhorias

O dirigente do clube celeste comentou sobre propostas feitas à concessionária que não foram aceitas: “Fizemos uma série de propostas para Egesa, Hap, Construcap, as construtoras que formam o consórcio. Todas elas seguindo padrões mínimos do que é praticado em estádios cedidos ao redor do mundo. Nenhuma foi aceita, eu não sei explicar o porquê. Me parece que não há qualquer interesse em ter futebol no estádio”.

Gabriel Lima mencionou ainda uma proposta que visava melhorar a qualidade dos serviços prestados no estádio: “Ao longo do ano passado, apresentamos uma outra proposta que trazia um operador máster renomado para melhorar a qualidade dos serviços prestados. Reduzia o aporte do governo, reconhecia o Cruzeiro e a sua importância na sua receita, e garantia para a Minas Arena pelo menos o mesmo valor faturado em 2022. Não foi aceito”.

Foto: Daniel Protzner / divulgação ALMG

 

Discussão do contrato de Parceria Público-Privada

A audiência pública teve como objetivo discutir o contrato de Parceria Público-Privada (PPP) firmado entre o Governo do Minas e a Minas Arena, que administra o Gigante da Pampulha. Além de membros da diretoria celeste e de Samuel Lloyd, diretor comercial da Minas Arena, participaram do encontro deputados estaduais e representantes do Atlético e da Federação Mineira de Futebol (FMF).

Convivência harmônica entre futebol e eventos

Lima destacou que o Cruzeiro não é contra a realização de eventos da indústria do entretenimento no Mineirão, mas defendeu uma "convivência harmônica" entre os eventos de música e o futebol. "Não somos contra a realizações, queremos a convivência harmônica entre os eventos de música e o futebol e, principalmente, esse histórico estádio que pertence ao cidadão mineiro, possa ser utilizado na sua plenitude", afirmou.

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