Trump ameaça intensificar ataques ao Irã se Estreito de Ormuz não reabrir até terça
Presidente dos EUA citou possíveis alvos como usinas de energia e pontes e disse ver chance de acordo, mas prometeu endurecer caso não haja entendimento
Washington, Estados Unidos, e Teerã, Irã — O presidente Donald Trump anunciou neste domingo (5) que os Estados Unidos resgataram o segundo integrante da tripulação do caça F-15 abatido no Irã. De acordo com a Reuters e a Associated Press, o militar retirado na operação era o oficial de sistemas de armas da aeronave e estava desaparecido desde sexta-feira (3), quando o avião caiu em território iraniano.
Aviões de guerra
Foto: Reprodução
Segundo Trump, o resgate ocorreu em uma região montanhosa do Irã e envolveu dezenas de aeronaves militares. Ele afirmou que o tripulante, um coronel, ficou ferido, mas deve se recuperar. A Reuters informou que esse militar era o segundo dos dois ocupantes do F-15, enquanto o primeiro já havia sido retirado com vida pouco depois da queda.
A queda do F-15 foi registrada na sexta-feira (3), em meio ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. No sábado (4), a Reuters já havia informado que um dos tripulantes havia sido recuperado e que a busca pelo outro seguia mobilizando forças americanas e iranianas. Na ocasião, autoridades iranianas chegaram a pedir ajuda da população para localizar o militar desaparecido.
Durante a ação deste domingo, houve novos relatos de confronto. A Reuters informou que dois helicópteros Black Hawk empregados nas buscas foram atingidos por fogo iraniano, mas conseguiram deixar o espaço aéreo do país. Já a televisão estatal iraniana exibiu imagens do que disse serem destroços de aeronaves americanas usados na operação. A AP, citando uma autoridade regional de inteligência, relatou que os próprios Estados Unidos destruíram dois aviões de transporte após uma falha técnica durante a retirada do militar.
A operação também contou com apoio de Israel, segundo uma autoridade de segurança israelense ouvida pela Reuters, que disse que houve compartilhamento de inteligência e suspensão de ataques na área para facilitar o resgate. O episódio ocorre enquanto Trump amplia a pressão sobre Teerã e ameaça intensificar a ofensiva americana caso o Irã não reabra o Estreito de Ormuz.