Trump ameaça ampliar ataques ao Irã se Estreito de Ormuz não for reaberto até terça

Presidente dos EUA citou possíveis alvos como usinas de energia e pontes e disse ver chance de acordo, mas prometeu endurecer caso não haja entendimento

05/04/2026 às 16:57 por Redação Plox

Washington, D.C., EUA — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã ao afirmar, neste domingo (5), que pode ampliar os ataques caso não haja acordo até terça-feira sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. Segundo a Reuters, ele disse ao Wall Street Journal que, se Teerã não agir até a noite de terça, usinas de energia e pontes iranianas poderão ser atingidas.

Donald Trump

Donald Trump

Foto: Reprodução



No mesmo dia, em entrevista à Axios, Trump declarou que vê chance de acordo, mas afirmou que, se isso não ocorrer, pretende “explodir tudo” no país. A publicação relatou ainda que o presidente voltou a associar a pressão militar à tentativa de forçar a abertura da passagem marítima, hoje no centro da crise regional.

A fala sobre o petróleo apareceu em outro momento, dias antes. Em 31 de março, Trump escreveu que países que não participaram da ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irã deveriam comprar petróleo americano ou ir ao Estreito de Ormuz e tomá-lo por conta própria. Na mesma mensagem, segundo a Reuters, ele citou Reino Unido e França e afirmou que esses países precisariam aprender a lutar por si mesmos.


Também em 30 de março, Trump já havia ameaçado destruir poços de petróleo, usinas elétricas e a ilha de Kharg, além de mencionar instalações de dessalinização, caso não houvesse entendimento com Teerã e o estreito não fosse reaberto. A Reuters informou que, apesar de Trump falar em progresso nas negociações, líderes iranianos negaram conversas diretas com Washington.


O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica para o transporte global de petróleo, e a atual paralisação tem pressionado o mercado internacional. Neste domingo, a Reuters informou que a guerra retirou até 15 milhões de barris por dia da oferta mundial e levou o petróleo bruto a perto de US$ 120 por barril.

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