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    Pacientes que tiverem covid grave têm anticorpos contra doença um ano depois, diz pesquisa

    Em infectados com idade mais avançada também foi encontrado no organismo mais proteção

    Por Plox

    05/05/2021 13h06 - Atualizado há 5 meses

    Uma pesquisa realizada pela Uniformed Services University of Health Sciences, nos Estados Unidos, percebeu anticorpos neutralizantes contra covid-19 depois de um ano dos pacientes serem infectados com o vírus. E a presença de anticorpos, concluiu o estudo, é encontrada naqueles em que a doença se deu de forma grave e pode depender da idade daquele que se infectou.  

    A investigação teve mais de 11 instituições militares de pesquisa em ciências médicas participantes. O estudo, publicado no domingo (2), ainda não foi revisado por outros especialistas da área.

    Pacientes que tiverem covid grave têm anticorpos contra doença um ano depois, diz pesquisa
    Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil

    Os médicos que realizaram o estudo coletaram amostras de sangue de 250 voluntários que já tinham sido infectados pelo vírus. Em 192 deles, a doença se apresentou de maneira leve ou moderada. E 58 dos voluntários a covid-19 se deu de forma grave e precisaram ser internados.

    Os anticorpos foram analisados por meio do sangue coletado. Os voluntários deram amostras do seu sangue aos pesquisadores nas três primeiras semanas que foram contaminados com a doença. Depois, no final do 3°, 6° e 12° mês, os participantes cederam mais coletas de sangue.

    Após um ano, 100% daqueles em que a doença se deu de forma grave ainda tinham anticorpos neutralizantes. Já naqueles em que o covid-19 se apresentou de forma moderada o percentual foi de 18%.

    Rodrigo Stabeli, pesquisador titular e diretor da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de São Paulo, acredita que o vírus ainda é recente e que por isso ainda não foi possível que os pesquisadores entendessem as decorrências da doença nas pessoas.

    “Os estudos aconteceram e ainda acontecem no decorrer da pandemia. Essa atualização quanto à durabilidade dos anticorpos é simplesmente uma questão de tempo", afirma Stabeli.

    Os pacientes cujas amostras de sangue foram colhidas apresentaram uma duração dos anticorpos contra a doença mais baixa e variável entre os mais jovens. A idade dos voluntários que foram internados está na média de 58 anos e dos que não precisaram ir para o hospital 43 anos. As amostras de sangue se dividiram em três grupos: 18 a 44 anos, 44 a 64 anos e acima de 65 anos.

    E o que a pesquisa concluiu é que dentre os que foram internados, os voluntários com idade acima de 65 anos a duração de anticorpos neutralizantes teve um  resultado mais satisfatório, comparado com os outros grupos.  
     

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