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    Vítimas de estupro de Roger Abdelmassih vão parar na Justiça por briga entre elas

    Corrupta e líder da quadrilha são algumas das acusações

    Por Plox

    05/05/2021 12h54 - Atualizado há 6 meses

    A estilista V.L. e a empresária I.S., vítimas do ex-médico Roger Abdelmassih, condenado por crimes sexuais contra pacientes, agora estão se desentendendo. 
    A busca por serem protagonistas da história e outras incompatibilidades entre elas teriam ocasionado a divisão do grupo.

    Depois de descoberto que Roger abusava sexualmente de suas pacientes em 2009, elas passaram a fazer parte de um grupo chamado “Vítimas Unidas”. A estilista e a empresária dividiam a liderança no combate à exploração sexual.

    Roger era um especialista muito procurado por mulheres para engravidar, pois ele era um dos médicos mais conhecidos em reprodução assistida do país.

    Vítimas de estupro de Roger Abdelmassih vão parar na Justiça por briga entre elas
    Foto: Agência Brasil

    Os desentendimentos entre as duas vítimas começaram em 2018, quando a empresária disse à Justiça que a estilista provocou uma “onda injustificável de ataques''. Isso teria acontecido por ela receber homenagens fora do Brasil.

    Segundo a própria I.S., a estilista a chamou de corrupta e líder de quadrilha em uma mensagem a integrantes de um comitê de direitos humanos. Ela ainda foi a acusada de usar “o fato de ter sido vítima de estupro como escudo para condutas ilícitas”. A empresária ainda disse que a estilista a perseguiu.

    A Justiça condenou a V.L. em abril a pagar uma indenização de R$5.000 por causa das mensagens. O juiz responsável pela sentença, Fabio de Souza Pimenta, defendeu sua decisão dizendo que os conflitos entre as duas não autorizavam V.L. de ofender a empresária.

    A estilista, antes do juiz proferir a decisão, fez sua defesa afirmando que partiu para as ofensas porque a empresária se promovia através dela e porque ela tinha sido atacada antes. Segundo V.L., I.S. teria ficado com ciúmes por a estilista ter publicado sua autobiografia e por ter sido capa da “Veja”.

    "Com evidente ciúme, passou a ofender V.L. em redes sociais, afirmando que sua autobiografia 'seria um livro de ficção', que seria 'louca' e 'descompensada', tudo com o evidente propósito de desmerecer a autobiografia, prefaciada por Sergio Moro”, argumentou os advogados da estilista.

    V.L. disse também que os e-mails que enviou para os membros do comitê não visavam injuriar I.S., mas apenas deixá-los sabendo de sua postura “duvidosa”.

    A estilista ainda tem o direito de recorrer da decisão.
     

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