Anvisa libera fabricação no país de imunizante inédito contra chikungunya

Produzido pelo Instituto Butantan em parceria com a Valneva, imunizante poderá ser formulado e envasado no país para uso e possível incorporação ao SUS.

05/05/2026 às 10:29 por Redação Plox

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta segunda-feira (4/5) a fabricação local do imunizante IXCHIQ (vacina Chikungunya recombinante atenuada), do Instituto Butantan. Com a decisão, a versão feita no Brasil — desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva — está liberada para uso no país e poderá ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O imunizante é indicado para a prevenção da doença em pessoas de 18 a 59 anos que estejam em risco aumentado de exposição ao vírus Chikungunya.

A vacina contra a Chikungunya foi aprovada pela Anvisa em abril de 2025, com as fábricas da Valneva registradas como locais de produção.

A vacina contra a Chikungunya foi aprovada pela Anvisa em abril de 2025, com as fábricas da Valneva registradas como locais de produção.

Foto: Divulgação



Anvisa oficializa Butantan como local de fabricação

A vacina contra a Chikungunya foi aprovada pela Anvisa em abril de 2025, com as fábricas da Valneva registradas como locais de produção. Com a autorização desta segunda-feira, o Instituto Butantan passa a ser oficializado como local de fabricação e poderá desenvolver parte do processo produtivo em suas unidades, mantendo os mesmos padrões de qualidade, segurança e eficácia.

Segundo a Anvisa, trata-se do mesmo imunizante, mas agora formulado e envasado no Brasil. A aprovação da produção local deve facilitar a incorporação da vacina ao SUS.

A IXCHIQ foi a primeira vacina registrada contra a doença no mundo e é contraindicada para mulheres grávidas, pessoas imunodeficientes ou imunossuprimidas.

Entenda a doença e a situação no Brasil

A Chikungunya é uma arbovirose transmitida pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue. O vírus foi introduzido no continente americano em 2013 e provocou uma epidemia em diversos países da América Central e em ilhas do Caribe.

No segundo semestre de 2014, o Brasil confirmou, por métodos laboratoriais, a presença da doença nos estados do Amapá e da Bahia. Atualmente, todos os estados registram transmissão desse arbovírus.

Apenas em 2025, a Chikungunya acometeu cerca de 620 mil pessoas globalmente, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). No Brasil, foram notificados mais de 127 mil casos, com 125 óbitos, de acordo com o Ministério da Saúde.

Documento e referência

Confira a Resolução 1.747/2026.

Leia também: Anvisa aprova primeira vacina para Chikungunya.

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