Datafolha: reprovação ao governo Lula alcança 39%, aprovação fica em 30%
Pesquisa ouviu 2.004 pessoas em maio e indica estabilidade em relação a abril; 29% avaliam como regular.
O Brasil chegou a 82,8 milhões de pessoas negativadas em março de 2026, o maior número da série histórica do Mapa da Inadimplência da Serasa. O dado foi divulgado nesta terça-feira (5) e reforça o tamanho do desafio que o Novo Desenrola Brasil, lançado pelo governo federal na segunda-feira (4), tenta enfrentar com renegociação de dívidas, descontos e juros limitados.
Segundo a Serasa, o total representa avanço em relação a fevereiro, quando o país tinha 81,7 milhões de inadimplentes. O levantamento mostra ainda que os brasileiros de 41 a 60 anos concentram a maior fatia da população com nome restrito, com 35,5%. Na sequência aparecem pessoas de 26 a 40 anos, acima de 60 anos e jovens de 18 a 25 anos.
Desenrola: Brasil chegou a 82,8 milhões de pessoas negativadas, veja como limpar o nome
Foto: Foto: Reprodução
De acordo com dados da Serasa citados pelo InfoMoney e pela Exame, o país soma 338,2 milhões de dívidas em atraso, que chegam a R$ 557 bilhões. A dívida média por pessoa é de R$ 6.728,51, enquanto o valor médio de cada débito é de R$ 1.647,64. Quase metade das pendências, 47%, está concentrada no setor financeiro, incluindo bancos, cartões de crédito e financeiras; contas básicas, como água, luz e gás, respondem por 21%.
O Novo Desenrola Brasil prevê descontos de até 90% para dívidas antigas, prazo de até 48 meses para pagamento, taxa máxima de juros de 1,99% ao mês e até 35 dias para o início do pagamento. Segundo o Ministério da Fazenda, podem participar pessoas com renda de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105, que tenham dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e em atraso entre 90 dias e dois anos.
No eixo voltado às famílias, só entram na renegociação dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. O governo informou que a adesão deve ser feita diretamente nos bancos e instituições financeiras onde o consumidor possui o débito. O novo crédito terá limite de R$ 15 mil por pessoa, por banco ou instituição financeira. Também está prevista a desnegativação de pessoas com dívidas de até R$ 100.
O cenário de inadimplência ocorre mesmo em meio a indicadores positivos do mercado de trabalho. O IBGE informou que a taxa de desocupação ficou em 6,1% no trimestre encerrado em março de 2026, a menor taxa para um trimestre encerrado em março desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. Ainda assim, o orçamento das famílias segue pressionado por dívidas antigas, crédito caro e perda de renda em parte dos lares.
Para tentar limpar o nome, o consumidor deve procurar os canais oficiais do banco ou da instituição financeira onde possui a dívida e verificar se o débito se enquadra nas regras do Novo Desenrola Brasil. A recomendação é conferir o valor original, o desconto oferecido, a taxa de juros, o número de parcelas e o impacto da nova prestação no orçamento antes de fechar o acordo.