PF prende deputado Thiago Rangel em nova fase da Operação Unha e Carne; STF autoriza mandados

Quarta etapa da ação cumpre sete prisões e 23 buscas em cidades do RJ e apura suspeitas de fraudes em compras e contratações ligadas à Secretaria Estadual de Educação.

05/05/2026 às 09:09 por Redação Plox

A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta terça-feira (5/5), o deputado estadual Thiago Rangel (Avante), do Rio de Janeiro, durante a quarta fase da Operação Unha e Carne. A ação também mira o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) e ex-assessores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), com ordens judiciais em andamento.

O deputado estadual Thiago Rangel (Avante), do Rio de Janeiro, foi preso na quarta fase da Operação Unha e Carne

O deputado estadual Thiago Rangel (Avante), do Rio de Janeiro, foi preso na quarta fase da Operação Unha e Carne

Foto: /Alerj


Mandados foram cumpridos em três municípios do Rio

Nesta etapa, agentes foram às ruas para cumprir sete mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão em Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana, municípios do estado do Rio de Janeiro. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). *

Investigação apura fraudes na Secretaria de Educação

De acordo com a PF, a quarta fase da operação busca desarticular e reunir novas provas de um esquema de fraudes em procedimentos de compra de materiais e contratação de serviços, incluindo obras de reforma, no âmbito da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc).

Parte das evidências usadas agora foi obtida a partir de computadores e celulares apreendidos na primeira fase. A investigação aponta direcionamento de contratações feitas por escolas estaduais para empresas previamente selecionadas e vinculadas a uma organização criminosa liderada por políticos.

Rodrigo Bacellar já havia sido preso em fases anteriores

Rodrigo Bacellar foi preso na primeira fase da Operação Unha e Carne, em dezembro de 2025, e voltou a ser detido em março de 2026, sob acusação de vazar informações sigilosas em favor do Comando Vermelho. À época, ele era cotado como candidato ao governo do Rio de Janeiro em 2026.

Investigados podem responder por organização criminosa e lavagem de dinheiro

Segundo a PF, os investigados poderão responder por organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que venham a ser identificados ao longo das apurações.

A operação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, com o objetivo de assegurar atuação uniforme e coordenada da PF na produção de inteligência e na repressão aos principais grupos criminosos no estado do Rio de Janeiro, com foco na asfixia financeira e na ruptura de conexões com agentes públicos.

A Alerj e os deputados alvos de mandados não haviam se pronunciado até a atualização mais recente do conteúdo.

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