Dólar abre em queda e ata do Copom reforça corte de juros apesar de tensões no Oriente Médio
Moeda recuava 0,29% a R$ 4,9487 nesta terça (5), enquanto investidores acompanham detalhes do BC sobre a redução da Selic e os efeitos do impasse entre EUA e Irã sobre o petróleo e os mercados.
05/05/2026 às 09:30por Redação Plox
05/05/2026 às 09:30
— por Redação Plox
Compartilhe a notícia:
O dólar abriu em queda nesta terça-feira (5), com recuo de 0,29% na abertura, cotado a R$ 4,9487. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia as negociações a partir das 10h.
No radar dos investidores está a divulgação da ata do Copom, em busca de sinais sobre os próximos passos da política de juros. No exterior, a agenda de indicadores e o agravamento das tensões geopolíticas seguem influenciando o humor do mercado, com atenção especial ao setor de energia.
Ata do Copom e expectativas para os juros
No Brasil, o Banco Central divulgou a ata da última reunião do Copom, que detalha a decisão de reduzir a taxa básica de juros de 14,75% para 14,5% ao ano, no segundo corte seguido. O documento aponta que a guerra no Oriente Médio elevou as expectativas de inflação, mas indica que esse cenário não deve interromper o processo de redução dos juros.
Dólar, moeda norte-americana
Foto: Free Pik
Oriente Médio pressiona rotas e aumenta a volatilidade
No cenário geopolítico, o impasse entre Estados Unidos e Irã continua afetando o fluxo de navios no Estreito de Ormuz, enquanto uma trégua descrita como frágil permanece sob risco após novos episódios de tensão.
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que ações dos EUA e aliados colocam em risco o transporte marítimo na região. Do outro lado, forças americanas relataram a destruição de embarcações e armamentos iranianos.
Em meio ao aumento da incerteza, o petróleo Brent recuava 1,55% por volta das 8h40 (horário de Brasília), com o barril cotado a US$ 112,67, em um movimento de correção após os excessos da sessão anterior.
Dólar e Ibovespa: acumulados
Dólar
Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado do mês: +0,32%; Acumulado do ano: -9,49%.
Ibovespa
Acumulado da semana: -0,92%; Acumulado do mês: -0,92%; Acumulado do ano: +15,19%.
Escolta no Estreito de Ormuz e troca de ameaças
As Forças Armadas dos EUA afirmaram ter escoltado, na segunda-feira, os primeiros navios comerciais norte-americanos pelo Estreito de Ormuz. Segundo os EUA, essa foi a primeira escolta desde que o presidente Donald Trump anunciou uma operação militar para garantir a passagem de embarcações pela região, apesar de o Irã afirmar que está bloqueando a rota.
A iniciativa gerou reação de Teerã, que disse pela manhã ter impedido a entrada de navios de guerra dos EUA em Ormuz.
No início do dia, havia divergências sobre se um navio dos EUA teria sido atingido por mísseis iranianos. Depois, os EUA negaram o episódio e o Irã ajustou a versão ao afirmar que se tratavam de “disparos de advertência”, e não de um ataque direto.
A tensão seguiu nas horas seguintes. Trump fez novas ameaças ao Irã e disse que o país “será varrido da face da Terra” caso ataque navios dos EUA, em entrevista à emissora americana Fox News.
Talvez seja hora de a Coreia do Sul vir e se juntar à missão
Donald Trump
Na Truth Social, Trump também afirmou que o Irã atacou embarcações de países “não relacionados” à operação militar liderada pelos EUA no Estreito de Ormuz, incluindo um cargueiro sul-coreano. Segundo o presidente, além do navio sul-coreano, não houve danos a outras embarcações que atravessaram o estreito até o momento.
Mercados globais ensaiam recuperação
Os mercados globais iniciaram a terça-feira em leve recuperação, mesmo com o aumento das tensões no Oriente Médio. Em Wall Street, os principais índices futuros apontavam para alta por volta das 8h40 (horário de Brasília): o Dow Jones subia 0,25%, o S&P 500 avançava 0,33% e o Nasdaq tinha ganho de 0,58%.
Na Europa, o movimento também era de recuperação. O STOXX 600 subia 0,4%, após registrar na véspera sua maior queda em um mês. Entre as principais bolsas, o CAC 40, de Paris, avançava 0,64% e o DAX, de Frankfurt, tinha alta de 1,34%. Já o FTSE 100, de Londres, ia na contramão, com queda de 1,25%.
Na Ásia, os mercados da China, Japão e Coreia do Sul permaneceram fechados por feriados locais, o que reduz o volume de negociações na região.