Golpe do “Pix errado” faz vítima devolver dinheiro para terceiros e perder recursos próprios
Criminoso envia um Pix real e pede estorno alegando engano; orientação é conferir extrato, usar a função “Devolver” e, em caso de fraude, acionar o MED do Banco Central em até 80 dias.
05/05/2026 às 10:06por Redação Plox
05/05/2026 às 10:06
— por Redação Plox
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O Pix é o pagamento instantâneo brasileiro criado pelo Banco Central (BC), com transferências entre contas em poucos segundos, a qualquer hora e em qualquer dia. Com a expansão do uso, porém, também cresceram as fraudes financeiras — e uma das que mais avançam é o golpe do Pix errado, que explora a boa-fé das pessoas para manipular vítimas.
PIX ficou fora do ar nessa terça-feira (25)
Foto: • Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Como funciona o golpe do Pix errado
Nessa modalidade, o criminoso faz um Pix verdadeiro para a conta da vítima. Em seguida, entra em contato por aplicativos de mensagens, afirma que a transferência foi feita por engano e pede a devolução do valor.
O ponto de maior risco está no pedido para que o estorno seja feito para uma conta de terceiro (conta B), diferente daquela que originou o Pix. Ao concordar com essa solicitação e realizar uma nova transferência, a vítima acaba enviando recursos próprios ao golpista.
Em paralelo, o criminoso também pode acionar o banco de origem, alegando ter sido vítima de fraude, tentando recuperar o valor original pelo sistema bancário.
Dicas para se proteger
Para reduzir o risco de cair nesse tipo de golpe, a orientação é conferir o extrato para confirmar se o dinheiro realmente entrou na conta e identificar quem enviou.
Outra medida é usar a função “Devolver”. Instituições financeiras, como o Inter, oferecem esse recurso em casos de erro, com a devolução direcionada exatamente para a conta de origem.
Também é importante desconfiar de abordagens com senso de urgência: tons desesperados e pressa excessiva costumam ser usados para impedir que a vítima analise a situação com calma.
Fui vítima: o que fazer
Se a fraude se concretizar, a recomendação é acionar imediatamente o Mecanismo Especial de Devolução (MED). Criado pelo Banco Central, o sistema permite que o banco da vítima notifique a instituição recebedora para bloquear os valores.
No Inter, o cliente pode iniciar o processo diretamente pelo Super App, reportando a transação suspeita. O prazo para registrar a reclamação é de até 80 dias após a data do Pix, com um período de análise de até 7 dias pelas instituições envolvidas.