PEC que amplia autonomia do BC pode ser lida na CCJ nesta quarta; decisão depende de Otto Alencar

Avaliação interna no Banco Central indica leitura do novo parecer em 6 de maio e tendência de vista coletiva, com expectativa de retorno à pauta em 13 de maio; governo é contra a proposta.

05/05/2026 às 10:09 por Redação Plox

No Banco Central, a avaliação interna é de que o relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que amplia a autonomia da autoridade monetária, senador Plínio Valério (PSDB-AM), no melhor dos cenários, conseguirá ler a nova versão do parecer na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) nesta quarta-feira, 6.

As apostas no Banco Central para a votação no Senado da PEC que amplia a autonomia

As apostas no Banco Central para a votação no Senado da PEC que amplia a autonomia

Foto: crédito: Foto: Geraldo Magela/Agência Senado


Leitura na CCJ deve adiar votação

Como a sessão é semipresencial, a tendência é que, após a leitura, seja concedida vista coletiva do texto aos membros do colegiado, sem que a proposta seja votada. Com isso, a expectativa na autoridade monetária é de que a PEC volte à pauta na reunião seguinte, em 13 de maio.

A definição, no entanto, depende exclusivamente do presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA).

Momento é visto como favorável no Senado

Segundo técnicos do Banco Central, o momento é considerado o mais oportuno para que o texto seja apreciado, diante da ausência de outras pautas tão relevantes no Senado neste momento. Auxiliares do presidente do BC, Gabriel Galípolo, também acreditam que, se o texto avançar na CCJ, rapidamente será pautado no plenário do Senado.

Plenário pode analisar texto após aval da comissão

O otimismo está amparado em manifestação recente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que afirmou que pautará o texto no plenário assim que for aprovado pela comissão.

Entre servidores do BC, porém, há um cenário alternativo considerado: o tema não voltaria à pauta em 13 de maio, por interferência do governo, que é contra a ampliação da autonomia da autoridade monetária.

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