Saiba quem são as vítimas do acidente aéreo que atingiu prédio em Belo Horizonte
Queda ocorreu no bairro Silveira; outras duas vítimas foram socorridas em estado grave, e Anac informou que a aeronave não tinha autorização para operar táxi aéreo.
05/05/2026 às 06:51por Redação Plox
05/05/2026 às 06:51
— por Redação Plox
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Cinco pessoas estavam a bordo do avião monomotor de pequeno porte que caiu e atingiu um prédio residencial na Rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte. A aeronave seguia para São Paulo após uma parada na capital mineira e transportava quatro empresários do ramo de tecnologia e o piloto.
No momento do acidente, estavam no avião Wellington Oliveira, piloto, de 34 anos, que morreu no local; Fernando Souto Moreira, de 36 anos, filho do prefeito de Jequitinhonha (MG), que estava no banco do copiloto e também morreu no local; Leonardo Berganholi, empresário, de 50 anos, que morreu no hospital; Arthur Schaper Berganholi, filho de Leonardo, de 25 anos; e Hemerson Cleiton Almeida Souto, de 53 anos.
Fotos mostram empresário Fernando Moreira Souto, piloto Wellington Oliveira Pereira e empresário Leonardo Berganholi, vítimas de acidente aéreo em BH
Foto: Reprodução/TV Globo
Mortes e feridos após impacto em prédio residencial
Segundo o Corpo de Bombeiros, o piloto e um passageiro morreram ainda no local do acidente. Outras três pessoas ficaram feridas e foram levadas em estado grave para o Hospital João XXIII. Leonardo Berganholi morreu horas após a internação.
Arthur Berganholi, de 25 anos, sofreu fratura na perna esquerda, foi atendido e tem quadro considerado estável. Já Hemerson Cleinton Almeida de Souza, de 53 anos, teve fraturas mais graves, com lesões nas duas pernas, passou por cirurgia e também permanece estável.
Arthur Schaper Berganholi estava no avião que atingiu um prédio em BH
Foto: Redes sociais
Trajeto incluiu pouso na Pampulha antes de decolagem para São Paulo
O avião havia saído de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, com seis pessoas a bordo. Ao pousar no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, duas pessoas desembarcaram e uma — Hemerson — embarcou.
Em seguida, a aeronave voltou a decolar com cinco pessoas, com destino a São Paulo. O grupo era sócio da empresa Uaitag, que atua no setor de tecnologia e cartões. *
Moradores não foram atingidos e prédio foi esvaziado
Ninguém que estava no prédio foi atingido. Todos os moradores foram retirados do edifício pelo Corpo de Bombeiros pouco antes das 14h.
Ela [aeronave] bateu entre o terceiro e o quarto andar, na caixa de escada. Se tivesse batido nas laterais, poderia ter atingido alguma residência, esses apartamentos estavam ocupados, segundo informações. O que visualizamos foi a estrutura dessa aeronave projetada dentro da caixa da escada, sem atingir outros apartamentos
tenente Raul, do Corpo de Bombeiros
O acidente ocorreu em uma rua paralela à Avenida Cristiano Machado, uma das principais vias da capital mineira.
Decolagem, atendimento e relato de dificuldade
A aeronave decolou do Aeroporto da Pampulha às 12h16. Três viaturas do Corpo de Bombeiros foram empenhadas e chegaram ao local por volta de 12h25. Ambulâncias do Samu e a Defesa Civil de Belo Horizonte também foram acionadas.
O avião caiu no estacionamento do prédio. O piloto reportou à torre de controle do Aeroporto da Pampulha que estava com dificuldades na decolagem.
Modelo de 1979 e sem autorização para táxi aéreo
De acordo com registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião é um EMB-721C, fabricado em 1979. A aeronave tem capacidade para até cinco passageiros, além do piloto, e peso máximo de decolagem de 1.633 quilos.
Segundo a Anac, o avião não tinha operação autorizada para táxi aéreo. Isso significa que não pode ser usado para transporte comercial de passageiros ou cargas mediante pagamento. O modelo é conhecido como “sertanejo”.
FAB e Polícia Civil apuram causas da queda
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foram acionados para apurar as causas do acidente. Equipes do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III) atuam no local para coletar dados, preservar elementos e levantar informações que possam ajudar na investigação.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) também investiga as circunstâncias da queda do avião, registrada na tarde desta segunda-feira (4).