Suspeito de estupro coletivo de duas crianças em SP deve ser transferido da Bahia nesta terça

Preso em Brejões, Alessandro Martins Santos, de 21 anos, deve embarcar em voo comercial para Guarulhos; investigação do 63º DP também apura ameaças às famílias e o compartilhamento de vídeos do crime.

05/05/2026 às 08:29 por Redação Plox

O adulto preso na Bahia por suspeita de participação no estupro coletivo de duas crianças na Zona Leste de São Paulo deve ser transferido nesta terça-feira (5) para a capital paulista. O crime ocorreu em 21 de abril e as vítimas são dois meninos, de 7 e 10 anos.

Além de Alessandro Martins Santos, de 21 anos, quatro adolescentes, com idades entre 14 e 16 anos, foram apreendidos por envolvimento no caso.

Policiais e Alessandro Martins dos Santos (à esquerda) embarcam em avião na BA com destino em SP. Homem é suspeito de participar de estupro coletivo de crianças na capital paulista

Policiais e Alessandro Martins dos Santos (à esquerda) embarcam em avião na BA com destino em SP. Homem é suspeito de participar de estupro coletivo de crianças na capital paulista

Foto: Reprodução/Polícia Civil de SP e GCM Brejões


Transferência para São Paulo

A previsão é de que o avião comercial que transportará Alessandro pouse por volta das 12h20 no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na região metropolitana. O voo partirá do Aeroporto de Vitória da Conquista, na Bahia.

O suspeito foi preso na última sexta-feira (1º) pela Polícia Militar (PM) em Brejões, na Bahia. A Polícia Civil de São Paulo enviou dois agentes ao estado para realizar a transferência. A TV Globo informou que não conseguiu localizar as defesas dele e dos demais detidos para comentar o assunto.

Segundo policiais, Alessandro é o único adulto envolvido no crime, confessou participação no estupro coletivo e disse que deixou São Paulo após ser ameaçado por criminosos.

Investigação e apreensões

A investigação é conduzida pelo 63º Distrito Policial (DP), na Vila Jacuí. Na segunda-feira (4), policiais da delegacia apreenderam um adolescente de 15 anos por suspeita de participação no estupro. Antes disso, outros três menores de 18 anos já haviam sido detidos.

A Polícia Civil apura quem fez as ameaças e se o objetivo também era intimidar as famílias das vítimas para que não procurassem as autoridades.

Dos quatro adolescentes envolvidos, dois foram apreendidos na capital paulista e um em Jundiaí, no interior. O quarto foi localizado após a polícia manter contato com familiares do procurado para viabilizar a apresentação dele na delegacia.

Os cinco suspeitos vão responder por estupro de vulnerável, divulgação de imagens e corrupção de menores. Os adolescentes serão encaminhados à Fundação Casa para cumprimento de medidas socioeducativas. O adulto deverá ser enviado a uma prisão comum.

Como as vítimas foram atraídas

De acordo com a investigação, o adulto e os adolescentes atraíram as crianças com um convite para empinar pipa antes do crime. Segundo o 63º DP, os suspeitos conheciam as vítimas e se aproveitaram da relação de confiança para levá-las ao imóvel onde ocorreram os abusos.

Eles eram vizinhos e as crianças tinham confiança neles. Chamaram para soltar pipa. Elas foram atraídas para esse imóvel porque falaram: ‘vamos soltar pipa, aqui tem uma linha’

delegada Janaína da Silva Dziadowczyk

Denúncia após vídeos circularem

O caso chegou ao conhecimento da polícia em 24 de abril, três dias após o crime, depois que a irmã de uma das vítimas viu imagens dos abusos circulando nas redes sociais e procurou a delegacia para registrar a denúncia. Segundo a Polícia Civil, em cinco dias foi possível identificar todos os envolvidos.

Ainda de acordo com policiais, a família das vítimas vinha sendo pressionada por pessoas da comunidade a não registrar boletim de ocorrência.

A irmã que fez a denúncia não morava com a mãe das crianças e só soube do crime ao reconhecer o irmão mais novo nas imagens. Conforme a polícia, a família chegou a deixar a comunidade após sofrer ameaças.

Gravação, compartilhamento e nova frente de apuração

A investigação aponta que o homem preso na Bahia teria tido a ideia de gravar o crime. Ele filmou os abusos com o próprio celular e repassou os vídeos a amigos por WhatsApp. As imagens se espalharam nas redes sociais — o que também é crime — e, agora, a polícia tenta identificar quem compartilhou o material.

Atendimento às crianças e proteção das famílias

As crianças recebem atendimento médico e psicológico e são acompanhadas pelo Conselho Tutelar. As famílias também foram acolhidas por serviços sociais da Prefeitura de São Paulo. O local onde estão foi mantido em sigilo para proteção das vítimas, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a