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    Tema ideologia de gênero foi trazido para crianças sem nenhum preparo, diz Damares

    Uma pesquisa da UnB mostrou que o tema homossexualidade é alvo da falta de informação por parte de médicos

    Por Plox

    05/06/2019 18h55 - Atualizado há cerca de 3 anos

    Durante um encontro na Câmara dos Deputados ontem, 5 de junho, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, disse que a questão de gênero é uma teoria recente e que o debate gera sofrimentos em jovens que atentam contra a própria vida. Ela afirmou que seu posicionamento é bastante transparente em relação ao tema.(foto: Valter Campanato/Agência Brasil )

    Ministra se declarou favorável ao combate à discriminação de gênero- Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

    A ministra defendeu que a teoria de gênero deve ser primeiramente ‘carimbada’ por estudiosos, uma vez que o tema tem sido trazido sem passar por comprovações científicas. "Mulher pode deixar de ser mulher? Homem pode deixar de ser homem? Essa discussão foi muito ruim da forma como foi apresentada. Uma teoria que ainda estava na academia e que foi trazida para as crianças sem nenhum preparo. Temos que abordar, se a academia decidir que sim, que é cientificamente comprovado isso. Se for cientificamente comprovado, teremos que abordar", afirmou a ministra. Damares se declarou favorável ao combate ao preconceito e à discriminação de gênero. 

    A ministra disse que a questão tem sido colocada por profissionais da área médica, que se mostram preocupados em falar sobre as inúmeras identidades de gênero apontadas. "Nós não estamos brigando contra a igualdade de salário entre homens e mulheres. Por que eu fui para esse debate da ideologia de gênero? Porque os médicos me provocaram. Porque são os médicos, os pediatras que estão preocupados com quando você diz para uma criança que ela tem 70 identidades de gênero para escolher", argumentou Damares.

    Uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), do final do ano passado, mostrou que o tema homossexualidade é alvo da falta de informação por parte de médicos, onde eles acertaram 65% dos questionamentos a respeito do tema. No mesmo estudo, ao serem perguntados se se a homossexualidade é uma doença 34,4% deles não souberam responder. Já 4,9% responderam que sim, que a homossexualidade é uma doença, segundo eles.

     

    Atualizada às 11h55

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