Mulher conta que abortou duas vezes em sete meses de intervalo

05/07/2019 08:40

Segundo Sam, outra gravidez a "deixaria muito ansiosa"

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Uma mulher entrevistada por um programa de televisão inglês da BBC no Reino Unido confessou ter feito dois abortos por conta de dificuldades financeiras. A mulher, de nome Sam, afirmou que tinha conhecimento de que não teria dinheiro para arcar com as despesas de ter uma criança e quando ficou sabendo da gestação, logo decidiu que não a levaria adiante. 

Sam

Sam disse não ter se arrependido de ter abortado-Foto: Reprodução

Para a mulher, tomar esta decisão não foi algo desafiador, mas a consequência não foi das melhores. "Foi uma decisão relativamente fácil, eu estava bastante apertada financeiramente. E não acho que estava preparada para o abalo emocional”. Segundo Sam, antes do aborto, ela imaginava que voltaria ao mercado de trabalho rapidamente e tudo voltaria ao normal. “Mas eu acabei precisando tirar uma semana de folga. Eu me senti aliviada, mas foi muito difícil, muito doído". Depois de sete meses, ela engravidou novamente e ainda instável financeiramente, optou pelo aborto, através de remédios eu tomou em casa. Desta vez, ela afirma que teve vergonha pelo pouco tempo de intervalo entre um e outro. "Eu me senti muito burra e envergonhada, porque eu tinha feito havia pouco tempo (...) Mas eu não estava completamente segura, porque eu realmente não queria ter que passar por dois abortos na minha vida", revelou. Sam diz não se arrepender dos abortos, mas diz que "é algo que me deixaria muito ansiosa caso eu engravidasse novamente".

Segundo o médico Calum Miller, "a maioria das pessoas com quem eu converso não tem ideia do que está envolvido (no aborto) e ficam horrorizadas quando descobrem o que nossa lei realmente permite". Porém, a médica Caroline Gazet não concorda e questiona "por que as mulheres precisam justificar a realização do aborto? Isso faz parte da saúde da mulher”. No Brasil, 41% das pessoas são contrárias ao aborto, outras 22%, acham que deveria haver permissão para se abortar em qualquer situação, já 34% defendem que o aborto ser liberado somente em caso de estupro, risco para a mãe ou se o feto for anencéfalo, como é atualmente no Brasil. A informação é de pesquisa do Instituto Datafolha em janeiro.

Atualizada às 9h44



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