Nico Williams entrega medalha de campeão mundial à mãe após título da Espanha
Atacante participou do gol decisivo de Ferran Torres na vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, na prorrogação.
Morando há 13 anos em Juiz de Fora, na Zona da Mata, o norueguês Knut Skramstad diz que se sente
quase mineirodepois de trocar a rotina do país natal por uma vida em Minas Gerais, com direito a paixão pela comida típica, relacionamento com brasileira e adoção de clubes locais. Mesmo assim, neste domingo (06/07), ele pretende vestir as cores da Noruega em um confronto contra a Seleção Brasileira pelas oitavas de final da Copa do Mundo, em um ambiente cercado por dezenas de torcedores do Brasil.
Knut Skramstad e a namorada Dominique Mesquita apoiarão times distintos
Foto: Arquivo pessoal
A história foi contada em reportagem publicada neste sábado (05/07) pelo g1 Zona da Mata. No relato, Knut lembra que chegou ao Brasil em 2013 para um intercâmbio e acabou ficando, citando a recepção que teve no estado e a identificação com a culinária mineira como fatores decisivos para permanecer no país.
Fã de futebol, ele passou a acompanhar equipes das cidades onde viveu e, em Juiz de Fora, adotou o Tupi como clube local. A reportagem também registra a simpatia do norueguês pelo Botafogo, time com grande torcida na região.
Knut Skramstad visitou o Mineirão em 2014 e levou a bandeira do Tupi, de Juiz de Fora
Foto: Arquivo pessoal
Knut e Dominique são torcedores do Botafogo
Foto: Arquivo pessoal
Entre as lembranças ligadas ao futebol brasileiro, Knut afirma que esteve no Mineirão no dia do histórico 7 a 1 sofrido pelo Brasil diante da Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo de 2014. A partida, disputada em 8 de julho de 2014 em Belo Horizonte, entrou para a história como uma das derrotas mais marcantes da Seleção em Mundiais.
O norueguês brinca, segundo o g1, que
deu azar naquela ocasião — e agora espera que a sorte mude de lado, citando em tom de humor a fama de “pé frio” atribuída ao cantor Mick Jagger.
A reportagem aponta que Knut e a namorada, Dominique Mesquita, vão assistir ao jogo durante uma festa julina com mais de 50 brasileiros. Ela afirma que a relação
sobrevive ao confronto, mas não abre mão de torcer pelo Brasil, enquanto ele diz que espera um ambiente “hostil”, apesar de encarar a ocasião como um momento especial para defender o país natal.
Para Knut, o duelo tem peso ainda maior porque a Noruega vive uma fase de expectativa com a atual geração e com o retorno ao protagonismo em Copas, após longo período fora do torneio. A última participação norueguesa em um Mundial havia sido em 1998, segundo a FIFA.