TJ-SP nega habeas corpus e mantém preso empresário acusado de se passar por médico em hospital de Cananéia

Corte manteve a prisão preventiva de Wellington Augusto Mazini Silva, investigado por realizar atendimentos em unidade de saúde no litoral paulista; decisão citou risco à ordem pública e suspeita de uso indevido de registros profissionais.

05/07/2026 às 18:47 por Redação Plox

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a prisão preventiva do empresário Wellington Augusto Mazini Silva, investigado por ter se apresentado como médico e realizado atendimentos em uma unidade de saúde de Cananéia, no litoral paulista. A 3ª Câmara de Direito Criminal negou o pedido de habeas corpus, reforçando entendimento já adotado em decisão liminar (provisória) no início do ano.

Wellington Augusto Mazini Silva foi detido em Cananéia por atuar ilegalmente como médico

Wellington Augusto Mazini Silva foi detido em Cananéia por atuar ilegalmente como médico

Foto: Redes sociais


O caso veio à tona após suspeitas de que ele teria usado dados profissionais vinculados ao médico Enrico Di Vaio para atender pacientes. Em depoimento, o empresário afirmou que teria atuado a pedido do médico e que receberia R$ 1,5 mil pelo serviço. Di Vaio morreu no fim de fevereiro, durante o período em que o episódio era apurado.

Wellington Augusto Mazini Silva foi detido em Cananéia por exercer ilegalmente a medicina

Wellington Augusto Mazini Silva foi detido em Cananéia por exercer ilegalmente a medicina

Foto: Redes sociais


Decisão cita risco de reiteração e proteção à ordem pública

No julgamento, os desembargadores sustentaram que a prisão preventiva se justifica para garantir a ordem pública e proteger a investigação, apontando risco de repetição das condutas investigadas. Para o colegiado, a eventual soltura poderia expor outras pessoas a perigo, diante do histórico descrito no processo e da suspeita de uso indevido de registros e documentos para atuar em unidades de saúde.

A defesa havia pedido a substituição da prisão por medidas cautelares, alegando que Mazini é réu primário, não teria antecedentes criminais e que a decisão que o manteve preso seria genérica. O TJ-SP, porém, entendeu que condições pessoais favoráveis, como residência fixa e colaboração, não impedem a preventiva quando há elementos concretos que indiquem necessidade da medida.

Enrico Di Vaio (à esq.) era sócio e proprietário do CRM utilizado por Wellington Mazini (à dir.)

Enrico Di Vaio (à esq.) era sócio e proprietário do CRM utilizado por Wellington Mazini (à dir.)

Foto: Redes Sociais


Vítimas acionam a Justiça e pedem indenização

Além da esfera criminal, cinco mulheres atendidas pelo suspeito ingressaram com ações pedindo indenização total de R$ 250 mil (R$ 50 mil para cada uma). Na petição, elas afirmam que foram submetidas a exames de ultrassom transvaginal por alguém que não teria habilitação para exercer medicina, sustentando danos morais e constrangimento pela situação.

Conforme relato da defesa ao noticiário à época, os advogados afirmaram não terem sido citados sobre as ações cíveis e destacaram que a apuração criminal ainda estava em fase inicial. O processo segue em tramitação, e eventuais responsabilizações dependem do andamento das investigações e das decisões judiciais.

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