Presidente do PL-MG diz que prisão de Bolsonaro deve intensificar atos e cobra anistia

Domingos Sávio critica Alexandre de Moraes e afirma que o Congresso não pode votar mais nada sem antes aprovar a anistia do 8 de janeiro

Por Plox

05/08/2025 09h39 - Atualizado há 25 dias

O deputado federal Domingos Sávio, que também preside o Partido Liberal (PL) em Minas Gerais, declarou nesta segunda-feira (4) que a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro irá intensificar as manifestações nas ruas contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, o que motivou críticas diretas de Sávio ao magistrado.


Imagem Foto: Divulgação


Segundo o parlamentar, mesmo ausente das manifestações que ocorreram no último domingo, Bolsonaro continua sendo uma figura central de mobilização popular. Ele acredita que a população vai se reunir em maior número após a decisão de Moraes, a quem acusa de conduzir o que chamou de \"ditadura do Judiciário\".
“Porque o senhor Alexandre de Moraes não tem limites. Esse homem está implantando uma ditadura do judiciário”, afirmou o deputado

.


Domingos Sávio reforçou que a prioridade da oposição no Congresso deve ser a aprovação de uma anistia ampla relacionada aos atos de 8 de janeiro, incluindo o nome de Jair Bolsonaro. Ele também defendeu que a proposta de impeachment de Moraes seja colocada em pauta no Senado e cobrou posicionamento dos presidentes das Casas Legislativas.


Para ele, a prisão do ex-presidente é o primeiro passo de uma perseguição mais ampla a lideranças políticas da direita brasileira. “Nós não podemos aceitar votar nada no Congresso Nacional sem votar a anistia ampla, geral e irrestrita, e, é claro, tem que incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro”, declarou.


Sávio afirmou ainda que Bolsonaro está sendo alvo de punição sem ter sido julgado. Em seu apelo, direcionou uma cobrança ao presidente da Câmara:
\"Presidente Hugo Motta, você não pode se omitir. Tem que colocar em pauta a anistia, já\"

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A fala do deputado mineiro ocorre em meio a uma série de reações políticas à decisão de Moraes. O tema tem mobilizado aliados de Bolsonaro e elevado a temperatura política em Brasília, com promessas de novos atos e articulações para pressionar o Congresso.


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