PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) foi escolhido nesta quarta-feira (5) para ocupar a vaga de vice na candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O anúncio forma, até o momento, uma chapa composta por dois integrantes do Partido Liberal e encerra as negociações conduzidas pelo senador para definir seu companheiro de campanha.
Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar
Foto: Vittor Sales/PL
Natural de Maceió, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto tem 55 anos e completa 56 em 13 de agosto. Ele exerce o primeiro mandato na Câmara dos Deputados, iniciado em 2023, e representa Alagoas. O parlamentar deixou o União Brasil e se filiou ao PL em março deste ano, aproximando-se do núcleo político de Flávio Bolsonaro.
Antes de entrar na política eleitoral, Gaspar construiu a carreira no Ministério Público de Alagoas. Ele comandou a Procuradoria-Geral de Justiça do estado nos biênios de 2017 a 2018 e de 2019 a 2020. Também ocupou o cargo de secretário de Segurança Pública de Alagoas durante o governo de Renan Filho.
A atuação nas áreas criminal e de segurança tornou-se uma das principais marcas de seu discurso político. Na Câmara, Gaspar integrou comissões relacionadas à segurança pública, fiscalização e Constituição e Justiça, além de participar da comissão externa que acompanha os efeitos do afundamento do solo em bairros de Maceió.
Gaspar ganhou visibilidade nacional como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigou descontos associativos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. O parecer apresentado pelo deputado propôs o indiciamento de mais de 200 pessoas e encaminhamentos a órgãos como Polícia Federal, Ministério Público Federal e Supremo Tribunal Federal.
O documento também incluiu um pedido de prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parecer, porém, foi rejeitado por 19 votos a 12, e a CPMI encerrou os trabalhos sem aprovar um relatório final.