PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
A colheita do café arábica foi retomada gradualmente no Cerrado Mineiro após as chuvas interromperem parte dos trabalhos nas lavouras. Na área atendida pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), 66% da produção prevista havia sido colhida até 31 de julho, mas a umidade e a queda de frutos aumentaram a preocupação com a qualidade dos lotes.
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Foto: Pixabay
As precipitações ocorreram nos dias 24 e 25 de julho, com volumes entre 25 e 40 milímetros em diferentes pontos da região. Também houve rajadas de vento e registros isolados de granizo. As condições dificultaram a circulação de máquinas, o recolhimento do café que estava no chão e o transporte da produção.
Segundo os técnicos da Expocacer, os ventos derrubaram parte dos frutos secos que ainda permaneciam nos cafeeiros. O contato prolongado dos grãos com a umidade pode favorecer fermentações indesejadas e afetar características avaliadas durante a classificação e a prova da bebida.
A cooperativa também identificou maior presença de grãos verdes e de café recolhido do chão. O percentual de catação, que representa a quantidade de defeitos retirada durante o beneficiamento, continuava acima de 15%. Dos cafés já colhidos na região atendida pela entidade, 46% haviam passado pelo beneficiamento.
O avanço da colheita está levemente atrasado em relação ao mesmo período de 2025, quando 70% dos trabalhos estavam concluídos. Com o retorno do tempo seco e a manutenção de temperaturas mais elevadas, as operações nas propriedades e a secagem dos frutos puderam ser retomadas.
Em levantamento divulgado no fim de julho, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontou que aproximadamente 30% da safra brasileira de café arábica ainda permanecia no campo. O órgão alertou que as chuvas registradas em diferentes regiões produtoras poderiam reduzir a oferta de cafés de melhor qualidade.
A dimensão dos possíveis prejuízos, porém, dependerá da análise dos lotes durante o beneficiamento, a classificação e a comercialização. No Cerrado Mineiro, a colheita continua, mas os produtores precisam acompanhar principalmente os cafés que caíram no chão ou permaneceram expostos à umidade.