Lula inicia campanha à reeleição neste domingo com ato em São Bernardo do Campo (SP)
Evento no Estádio Municipal 1º de Maio marca o primeiro dia de propaganda eleitoral permitida para as Eleições 2026.
O senador Cleitinho Azevedo pode se desfiliar do Republicanos sem perder o mandato no Senado. Uma eventual troca de partido agora, porém, não permitiria que ele disputasse o governo de Minas Gerais por outra legenda nas eleições de 2026. Na prática, a candidatura depende do aval do partido ao qual ele já estava filiado dentro do prazo eleitoral.
Senador Cleitinho Azevedo
Foto: crédito: Reprodução/Redes Sociais
O impasse ganhou força depois que Cleitinho anunciou, na segunda-feira (3), que não participaria da eleição e voltou atrás no dia seguinte. Na terça-feira (4), o parlamentar pediu publicamente que o Republicanos reconsiderasse a decisão. Até a manhã desta quarta-feira (5), o nome dele ainda não havia sido confirmado pela legenda para a disputa pelo Palácio Tiradentes.
Cleitinho foi eleito senador por Minas Gerais em uma eleição majoritária, sistema também utilizado nas disputas para presidente, governador e prefeito. A Súmula nº 67 do Tribunal Superior Eleitoral estabelece que a perda do mandato por desfiliação partidária não se aplica aos políticos eleitos por esse modelo.
A regra é diferente para deputados e vereadores, escolhidos pelo sistema proporcional. Nesses casos, o desempenho do partido ou da federação participa do cálculo das vagas, e a mudança de legenda fora das hipóteses autorizadas pode provocar a perda do mandato.
Para concorrer nas eleições deste ano, o candidato precisava estar com a filiação aprovada pelo partido até 4 de abril, seis meses antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Como esse prazo já terminou, uma nova legenda não poderia apresentar Cleitinho como candidato ao governo de Minas em 2026.
O período das convenções partidárias termina nesta quarta-feira (5), enquanto os pedidos de registro das candidaturas deverão ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto. O registro formaliza as decisões tomadas pelas siglas durante as convenções e não substitui a escolha partidária dos candidatos.
Na terça-feira, Cleitinho afirmou que não tomaria uma decisão sobre sua permanência no Republicanos antes de conversar com o presidente nacional da legenda, deputado federal Marcos Pereira. Caso o partido mantenha o veto, o senador poderá deixar a sigla e continuar no mandato, mas ficará sem possibilidade de disputar o governo mineiro por outro partido neste ano.