Denúncia aponta buscas para desmontar veículo no celular de empresária acusada de matar cozinheira

Segundo a acusação, pesquisas feitas por Eliane Alves dos Santos reforçam a suspeita de tentativa de eliminar vestígios no caso de Berenice Ramos de Aguiar, encontrada morta após desaparecer em Ubatuba.

05/08/2026 às 06:33 por Redação Plox

A Polícia Civil encontrou pesquisas sobre como desmontar e limpar um veículo no celular da empresária Eliane Alves dos Santos, denunciada pela morte da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos. A informação integra a denúncia apresentada pelo Ministério Público e recebida pela Justiça, conforme noticiado pelo G1.

A cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, 60 anos

A cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, 60 anos

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal


Para os investigadores, as buscas reforçam a suspeita de tentativa de eliminação de vestígios do crime. O conteúdo é citado como um dos elementos que embasam a acusação de fraude processual contra os envolvidos no caso, que ocorreu após o desaparecimento da cozinheira em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo.

Veículo passou por oficina após o crime, diz acusação

A denúncia também aponta que a caminhonete onde Berenice teria sido morta passou por uma oficina em Jacareí após o crime. A apuração ainda registrou descarte e troca de celulares, exclusão de dados e retirada do HD das câmeras do local onde a vítima trabalhava.

Segundo a acusação, Berenice e a então patroa discutiram sobre verbas trabalhistas. O Ministério Público sustenta que Eliane teria atirado na cozinheira durante um deslocamento pela Rodovia Rio-Santos, enquanto Magno dos Santos Neri Barbosa conduzia a caminhonete. A versão integra a denúncia e ainda será analisada no processo judicial.

O corpo da cozinheira foi localizado em uma área de mata em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, 17 dias após o desaparecimento. A localização ocorreu durante uma força-tarefa conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais de São Sebastião, com apoio de equipes policiais de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Além de Eliane, também respondem à ação Irimar Castilho e Magno dos Santos Neri Barbosa. Os três são acusados de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. A defesa de Magno informou que não se manifestaria por enquanto; o advogado de Irimar declarou que o cliente é inocente. O advogado que representava Eliane deixou o caso, e a nova defesa não havia sido informada até a publicação da reportagem do G1. Os acusados não foram condenados, e o processo segue em tramitação.

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