Lula inicia campanha à reeleição neste domingo com ato em São Bernardo do Campo (SP)
Evento no Estádio Municipal 1º de Maio marca o primeiro dia de propaganda eleitoral permitida para as Eleições 2026.
A Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou um grupo investigado por planejar ações violentas em Brasília durante as eleições de 2026. Entre os planos apurados estava a instalação de explosivos em um prédio que receberia um debate entre candidatos à Presidência da República. A Operação Rede Interrompida foi deflagrada nesta terça-feira (4), com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Polícia Civil do Distrito Federal
Foto: Divisão de Comunicação/DGPC
Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra investigados em São Paulo, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A ação foi conduzida pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento da PCDF, com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas, o Ciberlab, e das polícias civis dos estados envolvidos.
As investigações identificaram conversas sobre invasão de edifícios, escolha de possíveis alvos, treinamento tático e recrutamento de participantes em diferentes estados. Os suspeitos também teriam analisado mapas e compartilhado plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios localizados na região central de Brasília.
O material analisado ainda incluía conteúdos relacionados à fabricação de artefatos explosivos. O Ministério da Justiça informou que o grupo utilizava comunidades no Telegram para disseminar publicações neonazistas, antissemitas e misóginas, além de discutir ataques previstos para outubro, durante o período eleitoral.
Durante as buscas, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, armas de fogo, facas e materiais com referências ao nazismo. Todo o conteúdo recolhido será submetido à análise técnica e pericial para verificar o grau de organização do grupo e se houve avanço concreto na preparação das ações investigadas.
O inquérito apura possíveis crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e delitos previstos na legislação antirracismo. Até o momento, a Polícia Civil informou que o caso não foi enquadrado na Lei Antiterrorismo.
A análise dos equipamentos e documentos deverá indicar se existem outros envolvidos, novas conexões entre os investigados e qual era o estágio de desenvolvimento dos planos. As diligências permanecem sob sigilo.