PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que o Brasil não teria capacidade militar para enfrentar uma eventual invasão dos Estados Unidos. A declaração foi feita nesta terça-feira (4), durante a abertura de um evento sobre descarbonização do transporte marítimo promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
José Múcio
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Ao comentar o cenário hipotético, Múcio disse que frequentemente é questionado por jornalistas sobre qual seria a reação brasileira.
Abro o portão, porque a gente não tem equipamento para enfrentá-los declarou.
Na sequência, acrescentou que o país também não teria recursos para reparar os danos de um confronto.
Múcio usou a comparação para defender o aumento e uma maior previsibilidade dos recursos destinados à Defesa. Segundo o ministro, o Brasil aplica cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor, percentual considerado insuficiente por ele para manter projetos de longo prazo e investir em equipamentos e tecnologia.
O ministro afirmou que equipamentos militares, como submarinos e aeronaves de combate, exigem planejamento contínuo e investimentos que não podem ser interrompidos a cada ciclo orçamentário. Ele reconheceu, porém, que a Defesa disputa recursos com áreas como saúde, educação e assistência social.
Múcio também comparou os gastos militares à contratação de um plano de saúde.
A gente escolhe o melhor, torcendo para não precisar usar afirmou.
Segundo ele, ampliar os investimentos não significa preparar o Brasil para iniciar conflitos, mas fortalecer a capacidade de dissuasão, proteger o território nacional e desenvolver a indústria brasileira de Defesa.