Lula inicia campanha à reeleição neste domingo com ato em São Bernardo do Campo (SP)
Evento no Estádio Municipal 1º de Maio marca o primeiro dia de propaganda eleitoral permitida para as Eleições 2026.
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a Federação Brasil da Esperança, integrada por PT, PCdoB e PV, preserve e apresente gravações, contratos e documentos relacionados ao 8º Congresso Nacional do PT e ao projeto “Porta-Vozes do Lula”. A medida busca esclarecer se houve uso irregular de recursos do Fundo Partidário ou oferta de benefícios em troca de atuação política nas redes sociais.
O ministro André Mendonça, em sessão do TSE
Foto: (Luiz Roberto/TSE)
A decisão foi tomada em uma representação apresentada pelo Partido Liberal (PL), que atribuiu às iniciativas uma estratégia de comunicação destinada a atacar a imagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência. As acusações ainda serão analisadas, e Mendonça ressaltou que, nesta fase, não existem provas diretas de aplicação irregular do dinheiro público nem de pagamentos ou vantagens econômicas aos participantes.
Em relação ao congresso petista, realizado entre 24 e 26 de abril, o ministro solicitou a gravação integral das atividades, incluindo palestras, vídeos, apresentações e materiais que não tenham sido publicados. Também deverão ser entregues contratos, notas fiscais, recibos, comprovantes de pagamento e dados sobre a origem dos recursos utilizados no evento.
Para o projeto “Porta-Vozes do Lula”, lançado em 9 de junho, a ordem abrange o regulamento da iniciativa, os critérios de pontuação e classificação dos participantes, a descrição das “missões” digitais e eventuais relatórios de acompanhamento. A federação deverá informar ainda se foram oferecidos prêmios, certificados, acessos, remunerações, reembolsos ou outras formas de benefício.
O TSE também quer saber se houve impulsionamento pago, contratação de influenciadores, administradores de páginas ou outras formas remuneradas de ampliar os conteúdos. O prazo para entrega dos documentos é de cinco dias, contado a partir da intimação da federação.
André Mendonça afirmou que partidos podem organizar militantes, produzir materiais políticos e convocar apoiadores para atuar na internet. Segundo o ministro, a utilização de pontuação e tarefas, conhecida como “gamificação”, não representa irregularidade por si só. A legislação eleitoral, porém, pode impedir pagamentos ou vantagens vinculadas diretamente à publicação de conteúdos político-eleitorais em perfis pessoais.
O ministro rejeitou, neste momento, o pedido para suspender de maneira ampla os eventos, as críticas políticas e os projetos de mobilização digital da federação. Após a apresentação dos documentos e da defesa, o caso poderá ser reavaliado. A decisão também será submetida ao plenário do TSE e, posteriormente, encaminhada à Procuradoria-Geral Eleitoral.