Vereadora de Curitiba é alvo de notícia-crime no MPF após fala contra colega cearense

Representação foi encaminhada após declaração de Delegada Tathiana Guzella durante sessão sobre cadastro de pessoas em situação de rua.

05/08/2026 às 22:02 por Redação Plox

A vereadora Delegada Tathiana Guzella (PL), de Curitiba, foi alvo de uma representação de notícia-crime encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF) após uma fala dirigida à vereadora Vanda de Assis (PT), nascida em Campos Sales, no Ceará. O episódio ocorreu nesta quarta-feira (5), durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba.

A vereadora de Curitiba Delegada Tathiana Guzella (PL) é alvo de uma representação de notícia-crime no MPF

A vereadora de Curitiba Delegada Tathiana Guzella (PL) é alvo de uma representação de notícia-crime no MPF

Foto: Reprodução/Câmara Municipal de Curitiba


As parlamentares discutiam uma proposta sobre a criação de uma política municipal de cadastro de pessoas em situação de rua quando Guzella questionou por que Vanda não voltaria para o Ceará. A petista classificou a declaração como xenofóbica e afirmou que adotaria medidas legais.

Durante a sessão, presidida pelo vereador Leonidas Dias (Podemos), o microfone de Tathiana Guzella foi desligado após a intervenção da colega. Vanda disse que não aceitaria manifestações discriminatórias relacionadas à sua origem e ressaltou ser a primeira vereadora nordestina eleita em Curitiba.

Versões das vereadoras

As vereadoras Vanda de Assis (PT) e Delegada Tathiana Guzella (PL)

As vereadoras Vanda de Assis (PT) e Delegada Tathiana Guzella (PL)

Foto: Câmara Municipal de Curitiba


Em nota, Tathiana Guzella negou caráter xenofóbico em sua manifestação e afirmou que a fala teria sido retirada de contexto porque ela não conseguiu concluir seu raciocínio. A vereadora também informou ter registrado boletim de ocorrência contra Vanda de Assis por suposto crime contra a honra.

Vanda afirmou que não considera o caso uma simples divergência política. Após a sessão, ela relatou ter acionado a Polícia Militar para registrar a situação, mas disse que nenhuma equipe foi até a Câmara. A PM do Paraná não havia se manifestado até a última atualização da reportagem.

A legislação brasileira prevê punição para práticas de discriminação ou preconceito motivadas, entre outros fatores, pela procedência nacional. A eventual responsabilização pelo episódio, porém, dependerá da análise dos órgãos competentes sobre a representação e os fatos relatados.

A Câmara Municipal de Curitiba informou que não havia recebido representação interna sobre o caso até a última atualização divulgada.

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