Marcos Valério vai para o semiaberto, com autorização do ministro Barroso

05/09/2019 07:05

Desde 2013 ele está preso, sentenciado a 37 anos de detenção

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Em decisão contrária ao parecer da procuradora-geral Raquel Dodge, o ministro Luís Roberto Barroso autorizou a Marcos Valério, a ida para o regime semiaberto. O publicitário operava o Mensalão, escândalo de corrupção que envolveu a compra de votos de parlamentares no Congresso, entre 2005 e 2006. Desde 2013 ele está preso, sentenciado a 37 anos de detenção. 

Valério fez acordo de delação premiada com a Polícia Federal para contar pormenores do mensalão do PSDB mineiro e detalhes da candidatura em 1998 à reeleição de Eduardo Azeredo, ex-governador de Minas.

Marcos Valerio vai para o semiaberto após decisão do STF  Foto: DENILTON DIAS / O TEMPO

Marcos Valério foi pivô do Mensalão e está preso desde 2013- Foto: Divulgação

Raquel Dodge aponta que dentro da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado de Sete Lagoas (Apac), estaria havendo vantagens e possível corrupção do delator no local. No ano passado ele foi para o Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem. Valério foi denunciado que pagava propina ao presidente da penitenciária e saia sem algema, falava ao celular, o que lhe gerou processo administrativo, que depois acabou sendo arquivado.

Dodge solicitou ao Ministério Público de Minas Gerais que a investigação seja criminal. O ministro do Supremo, Barroso, escreveu: “Nada obstante, dada a absolvição do sentenciado, no processo administrativo de apuração de falta grave, não há como se obstar a progressão de regime, a fim de que se aguarde o aprofundamento de investigações tendentes a eventualmente demonstrar a sua efetiva ocorrência”. O ministro diz ainda que não há “como indeferir o pedido de progressão de regime, ao argumento de que ainda não estaria suficientemente esclarecida a situação relativa à ocorrência de faltas graves” e que “de outra parte, o requisito objetivo para a progressão de regime já foi alcançado em janeiro de 2019”. 

Valério fez parte do primeiro caso de corrupção no governo do ex-presidente Luiz Inácio ‘Lula’ da Silva. Foram detidos, por exemplo, José Genoino, que foi ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) e José Dirceu, que foi  ministro da Casa Civil.

Atualizada às 10h43
 



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