Nikolas Ferreira tem perfis suspensos em redes sociais

Nikolas foi o deputado eleito com mais votos na última eleição

Por Plox

05/11/2022 09h18 - Atualizado há quase 3 anos

Na noite dessa sexta-feira (4), Nikolas Ferreira (PL), eleito deputado federal mais voto nas eleições deste ano, teve sua conta no Twitter suspensa. A informação foi divulgada pelo próprio Nikolas Ferreira, em seu perfil no Instagram. Após algum tempo, sua conta no Instagram também foi suspensa.

Ainda enquanto sua conta no Instagram estava funcionando, Nikolas publicou um alerta sobre seu perfil no Twitter. Na publicação, a suspensão teria sido atribuída ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio de uma ordem judicial.

Nikolas Ferreira foi o deputado federal mais votado nesta ano. Foto: redes sociais

 

“Em estrito cumprimento às obrigações aplicáveis aos provedores de aplicação de Internet nos termos da Lei 12.965/2014, nós estamos aqui para lhe informar que a sua conta no Twitter, @nikolas_dm, é objeto de ordem judicial que determinou a suspensão integral”, diz o comunicado do Twitter, divulgado pelo deputado eleito.

Conta suspensa no Twitter. Foto: reprodução

 

Nos stories do Instagram, antes da conta ser suspensa, Nikolas ferreira falou que o perfil teria sido suspenso no Twitter, provavelmente, por ele publicar trechos de uma live, do canal La Derecha Diário, controlado por Fernando Cerimedo, da Argentina.

Na live, Cerimedo teria apresentado um dossiê, apontando suspeitas de fraude no processo eleitoral, que teria ocorrido no último domingo (30). A transmissão foi compartilhada por diversos apoiadores de Jair Bolsonaro, atual presidente, que não conseguiu a reeleição.

O deputado eleito ainda afirmou que o caso foi repassado a seu advogado e falou sobre liberdade. “Eu pedi para o meu advogado pegar aqui, acessar os autos. Mas, basicamente, você não precisa gostar de mim para poder defender a liberdade das outras pessoas. Eu basicamente, simplesmente transcrevi o que o argentino disse no Twitter e, provavelmente, foi por isso que derrubaram minha conta no Twitter com quase 2 milhões de seguidores. Basicamente, hoje você não pode questionar. Você não pode perguntar, e as pessoas não estão entendendo quão perigoso é isso. Um tribunal que decide aquilo que você pode ou não falar na rede social. Surreal”.

Foto: reprodução

 

Gustavo Gayer

Gustavo Gayer, empresário, youtuber, apoiador de Jair Bolsonaro e deputado eleito por Goiás, também afirmou que teve sua conta no Twitter suspensa após publicar informações sobre a live do canal La Derecha Diário.

Gustavo Gayer. Foto: reprodução/ Twitter

 

Gustavo Gayer, também filiado ao Partido Liberal, mesmo de Bolsonaro e Nikolas Ferreira, também usou sua conta no Instagram para afirmar que teve sua conta na suspensa na plataforma Twitter, nessa sexta-feira, durante a noite.

Através de sua conta no Instagram, Gayer afirmou: “mem que eu tenha que ir para as ruas apenas com um megafone eu não vou parar. Nós não podemos parar”.

 

A Live

Nessa sexta-feira (4), uma live, divulgada pelo canal La Derecha Diário, da Argentina, afirmou que cinco modelos de urnas eletrônicas usadas no pleito eleitoral deste ano tiveram registros de mais votos para Lula do que Jair Bolsonaro. Na live, Cerimedo disse que teria um dossiê sobre a situação, que geraria suspeita do resultado das eleições ter sido fraudado.

Foto: reprodução/ Twitter/ La Derecha Diario

 

Ainda na live, apenas o modelo de urna de 2020 teria passado pelo crivo de peritos de universidades federais e das Forças Armadas.

 

TSE divulga nota

O TSE divulgou uma nota afirmando que não é verdade que os modelos anteriores de urnas eletrônicas não passaram por inspeção. O Ministério da Defesa realizou diversos questionamentos sobre as urnas de 2020 e, uma delas, era que o modelo não havia passado por uma testagem, alegando que deveria ser feita uma inspeção técnica.

Após os questionamentos, o TSE submeteu o modelo 2020 a análise de peritos de universidades federais. Conforme o TSE, os outros modelos usados antes de 2020, já teriam passado pela análise dos peritos em outros momentos, por isso, não houve necessidade de passar por uma nova inspeção.

 

Veja a nota na íntegra:

Não é verdade que os modelos anteriores das urnas eletrônicas não passaram por procedimentos de auditoria e fiscalização. Os equipamentos antigos já estão em uso desde 2010 (para as urnas modelo 2009 e 2010) e todos foram utilizadas nas Eleições 2018. Nesse período, esses modelos de urna já foram submetidos a diversas análises e auditorias, tais como a Auditoria Especial do PSDB em 2015 e cinco edições do Teste Público de Segurança (2012, 2016, 2017, 2019 e 2021).

As urnas eletrônicas modelo 2020 que ainda não estavam prontas no período de realização do TPS 2021 foram testadas pelo Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (Larc) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EP-USP), além de ter o conjunto de softwares avaliado também pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Nas três avaliações, não foi encontrada nenhuma fragilidade ou mesmo indício de vulnerabilidade. O software em uso nos equipamentos antigos é o mesmo empregado nos equipamentos mais novos (UE2020), cujo sistema foi amplamente aberto para auditoria dentro e fora do TSE desde 2021.

Por fim, ressalta-se que todas as urnas são auditadas e ela é um hardware, ou seja, é um aparelho. O que importa é o que roda dentro dela, ou seja, o programa, que ficou aberto por um ano para todas as entidades fiscalizadoras. O software da urna é único em todos os modelos, tendo sido divulgado, lacrado e assinado.
 

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