Temporada de gripe começa mais cedo e casos graves por influenza quase dobram no Brasil em 2026
Levantamento aponta alta entre janeiro e meados de março; mais de 800 mortes por vírus respiratórios já foram registradas, e Contagem decretou emergência
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) entrou com uma ação civil pública contra a Copasa, alegando que a água distribuída aos moradores de Peçanha, no Vale do Rio Doce, está fora dos padrões para consumo humano. A denúncia foi motivada por imagens que mostravam o cadáver de um animal de grande porte em um manancial que abastece a cidade.
Na ação, protocolada nesta semana, o MPMG solicita o bloqueio de R$ 10 milhões das contas da Copasa. Além disso, exige que a empresa suspenda imediatamente a cobrança da tarifa de água até que a distribuição esteja regularizada, sob pena de multa de R$ 1 mil por cada cobrança indevida.

A Promotoria de Justiça, com o apoio do Procon-MG, determinou análises da água coletada em pontos estratégicos, como uma estação de tratamento, um hospital e uma escola estadual. Os testes, realizados em outubro pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), revelaram a presença de fluoretos e contaminantes inorgânicos em níveis insatisfatórios, confirmando a impropriedade da água.
“Os resultados laboratoriais indicaram que a água fornecida aos moradores de Peçanha apresenta parâmetros fora dos limites aceitáveis para consumo”, afirmou o relatório técnico.
Na ação, o MPMG também exige que tanto a Copasa quanto o município de Peçanha, no prazo de 10 dias, informem a população sobre os cuidados necessários com a água atualmente disponível. A orientação deve ser divulgada por meio de rádios e carros de som.
A Copasa, por sua vez, declarou em nota que não comenta procedimentos administrativos em andamento.
Após a abertura do processo, mensagens falsas atribuídas à Promotoria começaram a circular em grupos de WhatsApp da região. Entre as informações inverídicas, estava a orientação para que moradores utilizassem água de uma fonte local conhecida como "Mãe d’Água".
Em comunicado oficial, o MPMG desmentiu as mensagens, reforçando que “não há qualquer orientação deste tipo por parte da Promotoria de Justiça de Peçanha”.