Economia

Tarifas de ônibus, trem e metrô sobem em São Paulo a partir desta terça-feira (6)

Passagem de ônibus na capital vai de R$ 5,00 para R$ 5,30 e tarifas de trem e metrô no estado sobem de R$ 5,20 para R$ 5,40; prefeitura cita subsídios bilionários e alta de custos para justificar reajuste de 6%

06/01/2026 às 08:07 por Redação Plox

A partir da 0h desta terça-feira (6), passam a valer os novos valores das tarifas do transporte coletivo em São Paulo. Na capital, a passagem de ônibus sobe para R$ 5,30, enquanto bilhetes de trem e metrô em todo o estado passam a custar R$ 5,40.


O reajuste nos ônibus municipais, de R$ 0,30, foi autorizado pela Prefeitura de São Paulo e eleva a tarifa de R$ 5,00 para R$ 5,30. Já as passagens de trens e metrô sob gestão estadual terão aumento de R$ 0,20, saindo de R$ 5,20 para R$ 5,40.


A administração municipal afirma que o reajuste de 6% ficou abaixo do IPC-Fipe Transporte Coletivo acumulado no ano, de 6,5%. Ainda assim, o aumento supera a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que chegou a 4,5% nos 12 meses até novembro, segundo o IBGE.

No caso dos ônibus, o valor foi reajustado pela prefeitura em R$ 0,30, passando para R$ 5,30. As tarifas de trens e metrô também sofreram reajuste pelo governo paulista e passarão de R$ 5,20 para R$ 5,40.

No caso dos ônibus, o valor foi reajustado pela prefeitura em R$ 0,30, passando para R$ 5,30. As tarifas de trens e metrô também sofreram reajuste pelo governo paulista e passarão de R$ 5,20 para R$ 5,40.

Foto: Reprodução / Agência Brasil.

Justificativas da Prefeitura e impacto nas contas públicas

Em nota, a gestão municipal argumenta que, entre 2020 e 2025, houve apenas uma atualização da tarifa de ônibus, e ainda assim abaixo da inflação. A prefeitura também ressalta que a capital tem uma das menores tarifas da região metropolitana e uma das mais baixas do país, considerando que o valor pago permite ao passageiro utilizar até quatro ônibus em três horas com o Bilhete Único.


O reajuste foi definido em reunião na sede da prefeitura, com participação de secretários responsáveis por transporte, mobilidade e orçamento. A alta já vinha sendo sinalizada pelo prefeito no início do mês, em entrevista de TV, quando ele citou a necessidade de manter o equilíbrio financeiro do sistema.


De acordo com dados municipais, o subsídio pago às empresas de ônibus ultrapassou a marca de R$ 6 bilhões em 2025. O montante é o maior já registrado na cidade, mesmo sem contar os meses de novembro e dezembro.

Custos do sistema de ônibus em alta

Levantamento mostra que, entre janeiro e outubro de 2025, os custos das empresas para operar o sistema municipal de ônibus cresceram mais de R$ 492 milhões. No mesmo período, a arrecadação com tarifas aumentou R$ 410,3 milhões.

Esse descompasso exigiu mais recursos públicos, apesar do reajuste anterior, que elevou a passagem de R$ 4,40 para R$ 5,00. As compensações tarifárias subiram mais de R$ 81 milhões.


O custo total do sistema de ônibus em 2025 já soma R$ 10,34 bilhões, enquanto a arrecadação tarifária ficou em cerca de R$ 4,3 bilhões. Segundo estudo encomendado pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes, a revisão quadrienal dos contratos com as viações deve pressionar ainda mais as despesas em 2026, com aumento mínimo estimado de 9,88% nos custos.

Reajustes na região metropolitana de São Paulo

Além da capital, cinco municípios que integram o Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo (CIOESTE) também anunciaram aumento nas passagens de ônibus.


A tarifa em Osasco, Barueri, Carapicuíba, Jandira e Itapevi sobe de R$ 5,80 para R$ 6,10 a partir de 5 de janeiro, o que representa reajuste de 5,2%, percentual superior ao da inflação acumulada pelo IPCA nos últimos 12 meses.

Em comunicado conjunto, os prefeitos afirmaram que o reajuste foi definido com base em critérios técnicos e legais, levando em conta a recomposição dos custos operacionais do sistema, com o objetivo de manter qualidade, segurança e regularidade dos serviços.


Participaram da decisão os chefes do Executivo municipal de cada cidade: Osasco, Barueri, Carapicuíba, Jandira e Itapevi.

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