STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retorna a Brasília nesta terça-feira (6/1), após onze dias de recesso na Restinga de Marambaia, reserva da Marinha no litoral do Rio de Janeiro onde passou a virada do ano.
Crise na Venezuela e 8 de janeiro serão as prioridade de Lula no retorno a Brasília
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
No retorno à capital federal, Lula deve comandar novas reuniões com auxiliares para tratar da invasão dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura e prisão do ditador Nicolás Maduro. A expectativa é que ele receba ao longo do dia o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para atualizações sobre a crise.
Lula já vinha conduzindo o tema no fim de semana, quando coordenou reuniões das quais participou remotamente. Ele também conversou com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que é vice de Maduro, e reforçou a posição do governo brasileiro diante da ação militar ordenada pelo presidente americano, Donald Trump.
Na avaliação do petista, a ofensiva “ultrapassa uma linha inaceitável” e representa “uma afronta gravíssima à soberania do país vizinho, além de um precedente perigoso para toda a comunidade internacional”. A orientação é que a diplomacia brasileira siga reiterando essa posição em fóruns multilaterais.
Nesta terça-feira, o Brasil participa de reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), na qual deve reforçar o posicionamento de Lula. Na véspera, a mesma linha já havia sido defendida em encontros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
Além da crise internacional, o presidente concentra atenção em decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023. Lula deve oficializar ainda nesta semana o veto integral ao projeto de lei da Dosimetria, aprovado pelo Congresso Nacional, que reduz as penas para condenados por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
A assinatura do veto está prevista para uma cerimônia no Palácio do Planalto na próxima quinta-feira (8/1), data em que se completam três anos dos ataques que levaram à invasão, depredação e vandalismo das sedes dos Três Poderes, em Brasília.
A opção pelo veto foi antecipada pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), em entrevista à Rádio Sociedade, da Bahia, nesta terça-feira. Ele lembrou que o partido e o Executivo já haviam se posicionado contra o texto aprovado pelos parlamentares.
O PT fechou questão contra a dosimetria, eu encaminhei pelo governo contra a dosimetria e quinta-feira, imagina o que vai acontecer no 8 de janeiro? Ele vai vetar a dosimetriaJaques Wagner
Com isso, o Planalto tenta marcar posição política e simbólica na data, associando o veto à defesa da responsabilização pelos atos golpistas de 8 de janeiro e à tentativa de manter intacto o rigor das punições definidas pelo Judiciário.