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O cineasta húngaro Béla Tarr, diretor de filmes como "Sátántangó" e "O Cavalo de Turim", morreu nesta terça-feira (6), aos 70 anos. Segundo a Academia Europeia de Cinema, da qual era membro, o diretor morreu após uma longa e grave doença.
Béla Tarr durante gravação de "O Cavalo de Turin"
Foto: Divulgação
Lamentamos profundamente a perda de um diretor excepcional e uma personalidade com forte voz política, que não só era muito respeitado pelos seus colegas, como também era aclamado pelo público em todo o mundo. A família enlutada pede a compreensão da imprensa e do público e que não seja solicitada a fazer declarações nestes dias difíceis.
Academia Europeia de Cinema
Reconhecido como um dos grandes nomes do cinema contemplativo, sombrio e melancólico, Béla Tarr construiu uma filmografia marcada por longos planos-sequência, atmosfera opressiva e imagens em preto e branco. Seu estilo rigoroso e austero o colocou entre os cineastas mais influentes do cinema de arte europeu.
Ao longo da carreira, consolidou uma estética inconfundível, baseada em ritmo lento, enquadramentos elaborados e narrativas que exploram o desencanto, a solidão e o colapso social.
Nascido em 1955, na cidade de Pécs, na Hungria, Tarr iniciou a trajetória no estúdio experimental Balázs Béla. Nos primeiros anos, dirigiu títulos como "Family Nest", "Almanac of Fall" e "Damnation", que já revelavam traços do estilo que se tornaria sua marca.
O reconhecimento internacional veio em 1994, com "Sátántangó", um épico em preto e branco de cerca de sete horas, inspirado no romance homônimo de László Krasznahorkai. A produção é constantemente lembrada como uma das obras mais relevantes dos anos 1990 e referência central do chamado “cinema lento” contemporâneo.
O filme, que retrata o colapso do comunismo no Leste Europeu, consolidou a parceria entre o diretor e o escritor, retomada em "Harmonias de Werckmeister" (2000), adaptação de "A melancolia da resistência".
O último longa de Béla Tarr, "O Cavalo de Turim" (2011), também escrito em colaboração com Krasznahorkai, é frequentemente apontado como seu trabalho mais sombrio e definitivo. A narrativa remete à lenda sobre o colapso mental de Friedrich Nietzsche e acompanha a rotina exaustiva de um homem e sua filha em um ambiente árido e desolador.
Aclamado pela crítica, o filme conquistou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim. Após a estreia, o diretor anunciou a aposentadoria, mudou-se para Sarajevo e fundou a escola film.factory, dedicada à formação de novas gerações de cineastas.